Auto-aceitação

Cada pessoa tem uma forma de se relacionar com o próprio cabelo. Cortar, pintar, trançar, raspar. Cada ação revela um pouco da personalidade de cada um e, também, da própria dor. Há muitos anos, a moda é usar produtos químicos alisantes. Parecer europeu. O belo é o branco, o olho claro, a figura esguia. Pressionado por um padrão em que não se encaixava, quem tinha os cabelos crespos ou cacheados, a maioria negra, enfrentava uma rotina de vergonha ao andar na rua. Todos os dias era a mesma coisa: prender, alisar, relaxar. Esconder.

“A gente nasce preta, mulata, parda, marrom, roxinha, dentre outras, mas tornar-se negra é uma conquista” –  Lélia Gonzalez

Atualmente, muitas pessoas decidiram que vão superar as imposições da sociedade e, simplesmente, ser quem são, independente do que os outros vão pensar. Muitos começaram assumindo os cabelos naturais. Assim como na história de Sansão e Dalila, os fios representam a força. Um símbolo do amor próprio e de fortalecimento da identidade negra. É mais do que “só cabelo”, é uma forma de expressão individual e coletiva.

Segundo a antropóloga e política Lélia Gonzalez, tornar-se negro é uma conquista. Nessa seção de auto-aceitação, conheça a história de pessoas que transformaram suas vidas e venceram ao assumir a negritude e a si mesmas.

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