Proatividade é a chave do negócio

Fruto de seu trabalho, Raphael já possui carro e casa própria. (Foto: Geração Bolha)

Aos 23 anos, Raphael Neves Pinheiro é um daqueles jovens empreendedores que, mesmo não sendo dono de uma empresa, sabem administrar seu futuro. Nesta idade, o salário de Raphael é, em média, cinco vezes maior que um salário mínimo. Ele já possui um carro e, recentemente, comprou um apartamento. Planeja se casar em breve com sua namorada Amanda, com quem tem um relacionamento sério há oito anos e não pretende economizar na cerimônia.

Sua caminhada para chegar até aqui começou há sete anos, em seu primeiro emprego como monitor de informática para pessoas de comunidades carentes. Após o término do ensino médio, escolheu o curso de Logística pois tinha interesse na área de distribuição e estoque. Surgiu assim, uma oportunidade de emprego em sua área de interesse, em uma empresa de segurança.

Ele exercia seu trabalho com tamanha excelência que um olheiro de outro empreendimento logo se interessou por seu serviço e o convidou para trabalhar com eles. “Queriam um profissional que trabalhasse na área de logística no Porto de Suape, tentei, mas não deu certo. Para não me demitirem, eu aprendi a programar o computador e também me especializei em outras áreas como o financeiro e a contabilidade, por exemplo”, relata Raphael.

“Em vez dos integrantes da classe média tradicional, que apenas almejavam reproduzir o status dos pais, num universo mais ou menos estático, os da ‘nova’ classe média têm a ambição de ‘subir na vida’, viver melhor, consumir mais e, portanto, aprender e se qualificar a fim de gerar a renda apropriada com essa forma de viver”, afirma o cientista político Bolíval Lamounier em entrevista ao jornal online Estadão. Bolíval lançou, em parceria com Amaury de Souza, A Classe Média Brasileira – Ambições, Valores e Projetos de Sociedade (Elsevier, 2009).

Raphael percebeu que o melhor caminho a seguir era fazer outro curso que abrangesse diversas áreas e aumentasse sua grade curricular, afim de obter novas oportunidades. Optou por Administração de Empresas em que é possível aprender contabilidade, economia, logística, entre outros. “Fui procurando, pesquisando e aprendendo como uma empresa funciona e vi que a melhor forma era trabalhar com um sistema que a gerenciasse. Foi quando escolhi seguir a carreira”.

Seu crescimento profissional se deve aos estudos intensos e dedicação nas empresas em que atuou e na qual atua: “Comecei ganhando um salário mínimo que na época era de R$ 314. Sete anos depois eu recebo 10 vezes a mais que isso. O financeiro nunca foi meu objetivo, mas foi o retorno, fruto do meu esforço e do meu trabalho”.

Hoje ele trabalha na maior empresa de software da América Latina, a sexta maior no ranking mundial, a TOTVS.

Conheça um pouco mais de Raphael:

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