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O projeto

Em 2013, tivemos a oportunidade de estudar espanhol, na Espanha, durante uma temporada. Antes mesmo de embarcarmos, uma dúvida nos chamava atenção. Como estariam vivendo os jovens daquele continente em meio a pior crise mundial depois da Grande Depressão de 1929? Essa pergunta rapidamente se juntou a outras indagações de parentes e amigos: “Como será que está a vida lá depois da crise? ”.

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Como uma flor causou uma crise financeira em um país

Entenda a mãe de todas as bolhas

 

Quando falávamos sobre o tema de nosso projeto de conclusão de curso, a crise econômica mundial, normalmente a primeira reação das pessoas era dizer que achou o tema muito interessante e logo se seguia a mesma pergunta “por que esses países entraram em crise?”. A resposta: vários fatores, que explicaremos ao longo do projeto, mas o principal deles, uma bolha imobiliária. Pelo menos, foi isso somado às “hipotecas podres” que deu início à crise. Mas afinal, o que é uma bolha? E que hipotecas são essas? Vamos explicar tudo, mas antes disso, queremos saber: Você gosta de flores? Pois bem, vamos contar uma história que lá na frente fará todo sentido.

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Homer Simpson e os títulos

Na mitologia grega, tudo que o Rei Midas tocava, virava ouro. Acredite, os americanos e os bancos mundo afora descobriram algo mais lucrativo que o antigo rei: os títulos das hipotecas. Bancos são naturalmente as instituições mais lucrativas no mundo, nada rende tanto dinheiro quanto emprestar o que não é seu e ainda cobrar juros por isso. O que eles fazem é basicamente o seguinte: eles pegam o seu dinheiro, juntam com o de vários outros clientes, emprestam R$ 1 milhão para Seu Joaquim construir uma padaria e o fazem assinar um papel dizendo que daqui a um tempo, ele vai devolver R$ 2 milhões.

Só que a instituição financeira do padeiro Joaquim, não queria ficar sentado, esperando que ele construísse a padaria, comprasse as máquinas, contratasse pessoal e vendesse os pães, para só então começar a pagar a dívida. Isso iria demorar e você deve conhecer a máxima do capitalismo: “tempo é dinheiro”.

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Em crise

Sarrión

 

Professor de Sociologia e secretário geral da Universidade Pontifícia de Salamanca, José Sarrión Cayuela, conversou conosco e nos explicou o antes e o depois da crise que assolou a Espanha e praticamente todo o continente europeu. Ele nos conta também sobre a geração perdida e o impacto da crise na vida dos cidadãos.

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A realidade espanhola


Apesar das dificuldades, Tamara não deixa de sorrir. (Foto: Geração Bolha)

 

A cidade em que escolhemos para morar, Salamanca, na Espanha, é o contraste entre o passado e o presente. Foi ali que conhecemos nossa primeira professora no curso de espanhol, Tamara Florez Perez, uma jovem de 26 anos que era facilmente confundida como estudante: 1,60m de altura, cabelos castanhos lisos, olhos arredondados, um sorriso largo de risada alta e contagiante. Divertida, paciente e atenciosa, sua função, inicialmente, era tornar os estudantes de espanhol, em seus níveis básicos a superiores, verdadeiros especialistas na língua estrangeira.

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“A crise sempre afeta a todos”


Francisco participa de vários movimentos sociais e está ativo nas mobilizações em geral. (Foto: Geração Bolha)

Me chamo Francisco José Vincente Santos, tenho 27 anos, sou espanhol e atualmente vivo na cidade de Salamanca. Estudei História, e agora estou fazendo mestrado na Universidade de Salamanca, sobre o período Paleolítico. Alterno meus estudos com um trabalho esporádico em um bar, para financiar minhas atividades acadêmicas. Quando terminar meus estudos penso em ir para a América, ao México para ser exato, porque conheço pessoas que estão trabalhando como professores universitários. Dessa forma, fica mais fácil das portas se abrirem para eu conseguir um emprego. E como as possibilidades aqui são mínimas – para não dizer nulas -, é para lá que eu vou.

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O outro lado da moeda

Apesar de Diego viver uma situação financeira confortável, ele está em contato direto com a crise. (Foto: Geração Bolha)

“Comecei a trabalhar em 2008, justamente no primeiro ano da crise na Europa, quando todos só falavam disso. E os lugares em que trabalhei, um fechava, outro cortava pessoal, então eu pulava de empresa em empresa e isso foi um pouco deprimente, mas segui e hoje estou empregado”, conta o espanhol Diego Moreno Perez, 27 anos, analista de sistemas.

A atual situação de Diego é diferente da realidade vivida pela maioria dos jovens espanhóis, mas não o impede de estar em contato direto com os efeitos da crise: “Meu irmão é funcionário público (função que na Espanha é tida como um dos melhores trabalhos possíveis, apesar dos severos cortes gerados pela recessão) e acredito que seu emprego está seguro. Já meu pai, tem 57 anos e há cinco não consegue um trabalho, agora mesmo é que não vão empregá-lo pelo fator idade”, relata. Leia mais →

A prima rica da Espanha

A crise passou longe da vida de Meesha. (Foto: Arquivo pessoal)

Quando a bolha imobiliária explodiu no fim de 2007 nos Estados Unidos, de cara a Inglaterra foi uma das nações mais prejudicadas, pois era um dos países que mais tinha dinheiro investido em fundos de ações americanas. Vários bancos perderam grandes fortunas e alguns foram socorridos pelo governo, na tentativa de impedir que a crise se alastrasse ainda mais. Ainda assim, não foi suficiente para impedir a falência de algumas instituições financeiras e as economias de milhares de ingleses desapareceram da noite para o dia.

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O que é Optometria?

O termo Optometria é derivado do grego, Opto = visão e Metria = medida, sendo a definição literal de Optometria como medida da visão.

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Na França, não faça como os franceses

François em visita ao Brasil. (Foto: Arquivo pessoal)

 

“A França é como a personagem Blue Jasmine de Wood Allen, mesmo depois de perder tudo, continua negando a própria realidade e é avessa a aceitar a mudança de vida”. É assim que François-Xavier Podvin, estudante de 22 anos, define seu país quando perguntamos sobre sua visão em relação à situação enfrentada pela França na crise econômica. No filme, homônimo à personagem principal, Jasmine é casada com um mega investidor bilionário, que do dia para noite perde tudo e a abandona. Assim, ela vai viver de favor na casa de sua irmã, em um subúrbio da Flórida.

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