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FELIZ PÁSCOA!
Por amor e por fidelidade ao Pai, Jesus livremente dá a vida: “Tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13,1). A “paixão” vivida pelo homem de Nazaré, levada até as últimas conseqüências, revela a transparência e a seriedade de uma vida comprometida que se fez DOM para os demais. Jesus foi um homem absolutamente excêntrico, ousado e revolucionário. Como assim? Vejamos: 1) A relação autêntica e personalizada para com as pessoas, preferencialmente para com os últimos: os leprosos, as mulheres, as crianças, os pobres, enfim, fez de Jesus uma pessoa profundamente solidária com as vítimas dos malditos preconceitos dos homens de todas as matizes; 2) Jesus era apaixonado pelo ser humano, porque encontrava em cada rosto, em cada pessoa a presença viva de Deus. Via em cada pessoa a realização de um sonho do Pai de Amor e Misericórdia. 3) Este amor e esta paixão, que tanto impressiona e encanta, encontramos na alma poética de Jesus quando comunica as Bem-aventuranças (auto-retrato), quando fica maravilhado diante dos pássaros do céu e dos lírios do campo; na misericórdia que demonstra para com os doentes, na ternura que sente diante das mães e pais que perderm seus filhos; no ardente zelo pela casa de Deus que o obriga a expulsar os vendilhões do Tempo de Jerusalém, na moral do viver a liberdade na verdade; na condenação da hipocrisia dos fariseus e dos doutores da lei que se tornaram mestres de uma religião caduca e sem misericórdia. É o HOJE de Deus tornado visível! Celebrar a Páscoa significa acolher o ensinamento luminoso e perene: o amor não é destruído nem apagado com o evento temporal da morte. Ao contrario, o amor é imortal porque Deus, que é amor, é imortal. Quem vive no amor conhece e experimenta, no agora, a dinâmica da eternidade. O amor é mais forte que a morte.. Quem ama não conhecerá a morte, mas será ressucitado com Jesus. Por isso, “a cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade” (Drummond). Não há tempo pra perder nem lugar para a gélida indiferença. Portanto, não percamos jamais a capacidade de amar e de nos apaixonar. Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, vai adiante. Com Ele podemos concluir que vida sem paixão não faz jus à nossa vocação. Assim, FELIZ PÁSCOA!!! Pe. Gottardo,sj |
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