Nascimento de Jesus

 

Natal

Uma antiga tradição religiosa afirma que a maior seriedade de Deus aconteceu quando Ele virou menino.

Olhando, escutando e observando o que faz Jesus Cristo nos diversos "passos" de sua vida, a pessoa vai sendo transformada e configurada a partir de dentro, pelo menos Espírito de Jesus.
A contemplação vai conformando a pessoa a Jesus, cristificando seu olhar, escutar, observar... sua pessoa, enfim. Trata-se de impregnar o visual, o auditivo e o prático humano do olhar, do escutar, do falar e do agir de Cristo.
Cristo é o centro de toda a experiência dos Exércitos Espirituais.

Composição vendo o lugar: compor-nos, situar-nos, fazer-nos presentes à contemplação para que esta não seja recordaçnao de algo distante na história, mas a experiência de um mistériio que se nos faz novamente presente.
Preâmbulo topográfico: consiste em introduzir-se no interior da realidade da cena, usando a imaginacão. S. Inácio deseja intensamente que a pessoa, ao fazer os Exercícios, se introduza tão plenamente quanto lhe for possível no exercício, com todas as energias e habilidades, com todas as forças e criatividade...

A "composição vendo o lugar" é o lugar de oraçãp, o lugar de experiência e da práxis de ???eesus, que se deverá tornar, durante o tempo da experiência, o lugar da experiência e da práxis do ser humano.

Recuperar o papel da imaginação como lugar onde se elabora a sensibilidade mais profunda.
A imaginação é uma força poderosa e complexa: toca o mais profundo de nosso ser.
A imaginação é capaz de visualizar possibilidades e alternativas ilimitadas.
Cada dia nos oferece novas oportunidades, novas experiências.

" A imaginação é o começo da criação. Imaginamos o que desejamos; desejamos o que imaginamos e finalmente criamos o que desejamos." (George B. Shaw)

A função da imaginação inaciana está mais dirigida a centrar nossa afetividade que a fabricar interiormente uma imagem determinada a qualquer preço.

Por que será que Jesus nasceu pequenino e pobre?

É que nada é digno de Deus, nada está à sua altura para poder acolhê-lo.
Nenhum tipo de ornamento, nenhum palácio, nenhuma forma de sabedoria humana. Por isso, Deus resolveu escolher um lugar onde não houvesse nada, onde não houvesse concorrência ridícula.
Deus só se manifesta onde ele é tudo!
Na manjedoura, na verdadeira pobreza. Em Maria, na pobreza do coração.Se meu coracnao se transformar em manjedoura, Deus se fará pequenino para nele vir nascer de novo.

Jesus nasce na periferia do mundo, na periferia do poder político (Roma), do poder religioso (Jerusalém), do poder intelectual (Grécia).
Jesus nasce, vive e começa a falar a partir da margem geográfica, cultural, religiosa e econômica.
O próprio Jesus é margem: Belém e o Calvário são os dois extremos periféricos - início e fim - de toda uma vida desinteressada e pobre.

Todos tinham os olhos voltados para o centro.
Jesus, no entanto, movimentava-se em direção contrária: sobe, a partir da mais baixa periferia para o centro.
Jesus descentraliza o mundo a partir da periferia e torna-se o centro da história.
A vida de Jesus é excêntrica, porque não combina nem se ajusta com a construção social de todos aqueles que controlam o mundo a partir do centro.

A ação de Deus provoca um deslocamento geográfico, social e religioso.
Todo aquele que pretende encontrar-se com Jesus terá de voltar a cabeca e peregrinar em direcnao a margem.
Cada passo na direção das periferias do mundo também é um passo contemplativo em busca do encontro com o Senhor da História, que nos chama de baixo e de fora.

 

FELIZ NATAL!

MARAVILHOSO 2009 PARA TODOS NÓS !

 

Adaptação: Pe. Antônio Mota

 

 
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