IX Colóquio de História da UNICAP

Coloquio (1)

IX Colóquio de História da UNICAP
Tolerância religiosa:
realidades, desafios e perspectivas
10 a 13 de novembro de 2015
Auditório do CTCH
1º andar do bloco B

 

Apresentação

Nos últimos anos, é cada vez mais explícito o agravamento da intolerância religiosa e suas consequências. Os conflitos provocados pelo radicalismo em diversas confissões não conhece limites geográficos ou econômicos. Guerras, atentados, agressões, excomunhões de todos os tipos são instituídos no contexto da fé religiosa – legitimamente ou não. Com o advento das tecnologias que ampliaram as conexões entre grupos e indivíduos, a intolerância ganhou contornos a um só tempo trágicos e banais.

Diante desse quadro, o IX Colóquio de História da UNICAP “Tolerância religiosa: realidades, desafios e perspectivas” pretende discutir a intolerância e os males que ela produz, como um dos mais graves impasses da vida em sociedade. Esse esforço de reflexão se organiza em torno de três eixos. O primeiro lida com a relação cada vez mais intensa da religião com a política – questão que, no caso do Brasil, vem inclusive desafiando o arcabouço democrático do país. O segundo eixo focaliza as interfaces entre a religião e a academia, historicamente constituídas a partir da ação dos intelectuais religiosos (notadamente os católicos) e da produção de estudos universitários sobre a religião. O terceiro eixo pretende ser um enfrentamento direto da intolerância religiosa, na medida em que o colóquio convidou representantes de diferentes religiões para sentarem-se à mesa e dialogar.

O encontro promovido pela Universidade Católica de Pernambuco não pretende esgotar o tema da intolerância religiosa, nem mesmo apontar saídas exclusivas e definitivas para tal problema. Mas os organizadores gostariam de demonstrar que um dos papeis mais importantes da universidade é ter a coragem de olhar diretamente para os obstáculos e vislumbrar, para além deles, os caminhos que podem conduzir a uma vida mais justa.

Programação
Dias
Horários
Terça-Feira
10 de novembro
Quarta-Feira
11 de novembro
Quinta-Feira
12 de novembro
Sexta-Feira
13 de novembro
14h30
às
17h30
Minicurso 1

“Camponeses em cena: as Ligas Camponesas 60 anos depois. História, Cultura Política e Memória”
(Pablo Porfírio)

25 anos da ANPUH-PE

Debate historiográfico em torno da (in)tolerância religiosa.
José Bento Rosa da Silva (UFPE)
Luiz Manuel Domingues (UNICAP/UFRPE)
Márcio Ananias Vilela (UFPE, coordenador)

Minicurso 2

“História e análise do discurso: abordagens para uma análise do discurso e do sentido da História”
(Giselda Brito)

 

19h
às
21h
Conferência de abertura:

Gilbraz Aragão (UNICAP)

Mesa 1

“Religião e política: tensões e distensões”
Severino Vicente (UFPE)
Márcio Vilela (UFPE)
Gustavo Gilson Oliveira (UFPE)
Zuleica Dantas (UNICAP, coordenadora)

Mesa 2

“Religião e academia: interseções
Tiago de Melo Gomes (UFRPE)
Sylvana Brandão (UNICAP/UFPE)
Joanildo Burity (FUNDAJ)
Newton Cabral
(UNICAP, coordenador)

 

Mesa 3

Diálogo sobre tolerância religiosa com líderes e representantes religiosos
Mediador: Cássio Raniere (Casa do Carnaval)

Inscrições [AQUI]

 

Minicursos
MINICURSO 1:
Camponeses em cena: as Ligas Camponesas 60 anos depois. História, Cultura Política e Memória

Prof. Dr. Pablo Porfirio (UFPE)

Em 2015, comemoram-se os 60 anos de fundação da primeira Liga Camponesa em Pernambuco e o centenário de nascimento de Francisco Julião, um dos principais líderes desse movimento. Este curso discutirá aspectos da mobilização dos camponeses entre 1955 e 1964 e as ações de seu destacado dirigente, o advogado e deputado socialista Francisco Julião.  Estudaremos as representações produzidas sobre aqueles trabalhadores e seu líder que passaram ocupar a cena política nacional e internacional, despertando interesse da imprensa, de intelectuais e do governo do EUA. Analisaremos como as reivindicações e ações dos camponeses e de Julião foram significadas no início da década 1960, no contexto das disputas políticas no Brasil e da Guerra Fria na América Latina. Por fim, debateremos as memórias construídas sobre esses personagens e sua circulação 60 anos depois.

MINISCURSO 2:
História e Análise do Discurso: abordagens para uma análise do discurso e do sentido na História

Prof. Dra. Giselda Brito (UFRPE)

Para alguns historiadores, a partir do momento em que passamos a integrar no ofício do historiador um debate sobre sua escrita da história, também passamos a compreender que não é mais possível descrever fatos históricos sem atentar para o papel das representações, dos conceitos, das narrativas e das imagens na configuração do mundo histórico. Um número relativo de historiadores vão concordar que essas questões, abriram várias perspectivas de trabalho para aproximações mais profundas da História com a Linguística, particularmente com a Análise do Discurso. Em nosso curso, procuraremos discutir essas aproximações entre nossos campos de saberes, procurando enfocar a constituição de um objeto comum: o Discurso. A meta é considerar, por sua vez, que é imprescindível que uma área não avance nos domínios da outra sem o estabelecimento de uma compreensão a respeito dos campos conceituais que subsidiam uma área e outra permitindo diálogos necessários e importantes entre elas. Permeando essas questões, pretendemos também no Curso discutir como os analistas de discursos e os historiadores se interessem pelo acontecimento discursivo.

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