‘Quarta Ambiental’ discute oxidação avançada

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O projeto Quarta Ambiental desta semana discutiu os Processos Oxidativos Avançados no Tratamento da Água. Quem falou sobre o assunto foi a professora da Unicap Valderice Pereira Baydum.

Mestre e doutora em Engenharia Química pela UFPE, especialista em Gestão Ambiental e graduada em Engenharia Ambiental pela própria Católica e em Química Industrial também pela UFPE, a palestrante ainda atua como analista de saneamento químico pela Compesa.

Vaderice começou sua explanação apresentando dados (veja nos slides abaixo) da água existente no planeta e que o líquido potável está cada vez mais escasso, daí a importância do tratamento adequado. Só para se ter uma ideia, dos dez rios mais poluídos do Brasil, dois estão em Pernambuco. O rio Ipojuca é o terceiro mais sujo do País e o Capibaribe, o sétimo. O primeiro lugar é o Tietê (SP).

A professora classificou os oxidantes em clássicos e avançados. Os primeiros não geram resíduos (lodo) e se mostram como principal vantagem em vários processos industriais. “O objetivo é fazer tal reação gerar dióxido de carbono (CO2) e água(H2O)”.

Vaderice destacou alguns critérios que devem ser levados em consideração na escolha do agente oxidante, entre eles o custo, segurança da operação, domínio da técnica utilizada e conhecimento do composto.

_MG_3897Os principais oxidantes apresentados por ela são o pergamanato de potássio, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), cloro e ozônio. Este último bastante utilizado como oxidante avançado no tratamento de chorume.

De acordo com Valderice, a técnica da oxidação avançada consiste na combinação desses elementos oxidantes clássicos. “Essa combinação aumenta a velocidade de reação e é indicado para contaminantes que se apresentam em minúsculas partículas e que não são biodegradáveis. A reação gera um radical chamado hidroxila, que é o que temos de mais forte”.

A pesquisadora explicou ainda que os primeiros estudos começaram na década de 70, mas só se tornaram mais conhecidos na década de 90. “Hoje já existem congressos bianuais específicos sobre o tema”.     

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agosto 12th, 2015 Postado por : vieira Arquivado em: Notícias

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