Grupo Amigos no Caminho vai à Serra da Catita

EXCURSÃO PARA A SERRA DA CATITA – COLÔNIA LEOPOLDINA-AL

Beber das águas históricas e simbólicas da Serra da Catita e da experiência da Fraternidade do Discípulo Amado

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“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente” (Sto. Inácio de Loyola)

Sob coordenação do professor Artur Peregrino, vai acontecer nos dias 30 e 31 de maio de 2015, mais uma excursão do Grupo Amigos no Caminho da UNICAP, com a colaboração do Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife e o Instituto Humanitas Unicap (IHU). Todo semestre se faz uma caminhada por centros religiosos da região e o local escolhido desta vez para o passeio é bastante simbólico: uma comunidade ecumênica de monges e monjas denominada Fraternidade do Discípulo Amado, localizada na Serra da Catita, município de Colônia Leopoldina, um lugar recôndito, no meio da Zona da Mata alagoana.

A programação começa no sábado (30), às 9h, na sala do Instituto Humanitas, com saída a Colônia Leopoldina – AL, prevista para às 9h30. Na Serra da Catita, além de participar da vida da comunidade religiosa cristã e dos seus momentos de oração, teremos oportunidade de fazer uma trilha ecológica. A volta está prevista para o domingo, após o almoço, com previsão para chegar às 16h na Universidade.

Vale lembrar que a Serra pertenceu ao Quilombo dos Palmares. Nela existe uma estrada que serviu para os negros que fugiam para o Quilombo e uma das cachoeiras da serra leva o nome da Dandara, pois a líder quilombola costumava banhar-se naquelas águas. É nesse lugar, no meio da mata, que encontramos a Comunidade do Discipulado Amado, uma fraternidade de pessoas que optaram pela vida monástica. Todos se encontram às 4h da manhã para o oficio e mais cinco orações são realizadas no decorrer do dia, até às 19h30, quando são encerradas as atividades contemplativas e de trabalho no mosteiro.

Mas, diferente de um mosteiro tradicional, podemos encontrar ali, não somente homens e mulheres de vida consagrada, mas também crianças, mulheres, moradores da região que são sempre bem vindos, participam das refeições comuns e das orações. Os monges também descem a serra para fazer visitas e celebrações nas casas das pessoas, juntando-se ao povo em suas lutas comunitárias e envolvimentos sociais, conforme pregou o teólogo José Comblin – que inspirou a experiência. Nossa excursão quer entrar um pouco nesse outro jeito de viver a espiritualidade.

 

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maio 14th, 2015 Postado por : vieira Arquivado em: Notícias

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