HUMANITAS EM DIÁLOGO DISCUTE O COMBATE AO RACISMO

Clóvis Cabral

Combate ao racismo e promoção da igualdade racial, uma agenda para o Século XXI foi tema da edição do Humanitas em Diálogo, em março, realizado na noite do dia 26, no Auditório do CTCH, 1º andar do bloco B, da Universidade Católica de Pernambuco. O palestrante Padre Clóvis Cabral é coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Unicap, Neabi.

O encontro é realizado pelo Instituto Humanitas Unicap e tem como objetivo estabelecer um diálogo com temas contemporâneos, fazendo uma relação com a sociedade, por meio das diversas áreas do conhecimento, representadas pelos centros da Universidade, como o CCJ, CTCH, CCS, CCBS e CCT.

IMG_8286O representante do Instituto Humanitas, Carlos Vieira, deu as boas-vindas ao público presente, composto por alunos do 3º período curso de Direito, funcionários, professores da Católica e visitantes, e apresentou o palestrante, Padre Clóvis Cabral, nascido em Salvador, Bahia, é jesuíta, educador popular, membro da Pastoral Afro-brasileira e do Centro Atabaque de Cultura Negra e Teologia. Também é pesquisador do tema Relações Raciais na Igreja Católica e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas.

Padre Clóvis Cabral cumprimentou aos presentes e deu início a sua palestra falando que há 10 anos o Estado brasileiro assumiu o enfrentamento ao racismo, como política de Estado, e ao longo desses anos se criou, no Brasil, uma maneira de traduzir as políticas afirmativas, como políticas de estado, num binômio que é o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial. “A novidade é, pois, esse conceito de promoção da igualdade racial, porque não se supera o racismo somente numa perspectiva de denúncia, que é importante, do combate explícito, dos fóruns, das iniciativas que devem permanecer e são importantes. Mas, também, se combinar o combate ao racismo com propostas concretas de como é possível traduzir esse combate em políticas que possibilitem as imensas parcelas da população negra que vive excluída, subalternizada ter acesso à riqueza cultural, política, econômica, simbólica que nós produzimos”. Em seguida, os participantes realizaram perguntas e contaram situações vividas.

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abril 02nd, 2014 Postado por : vieira Arquivado em: Notícias

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