Israel vai abrir acesso a Gaza

Oriente Médio // Depois da pressão internacional, Tel Aviv anunciou que vai suavizar o bloqueio, permitindo a entrada de bens de uso civil.

Jerusalém (EFE) – Israel anunciou ontem que suavizará o bloqueio à Faixa de Gaza, permitindo a entrada de bens de uso civil, depois da pressão internacional devido ao ataque do Exército israelense ao comboio de ajuda humanitária no fim de maio. Os apelos de membros internacionais nas últimas semanas e, sobretudo, as vozes procedentes da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos – principal aliado de Israel na esfera internacional – forçaram o governo de Benjamin Netanyahu a abrir mão do cerco que há quatro anos sufoca a faixa palestina.

O Gabinete de Segurança anunciou que “flexibilizará o sistema pelo qual os bens civis entram em Gaza e ampliará o fluxo de materiais para projetos civis que estejam sob supervisão internacional, da mesma forma que continuará com os procedimentos de segurança existentes para impedir a entrada de armas e material de guerra”. Por enquanto, ninguém explicou de que forma o governo abrirá mão do cerco. Também não se sabe quais os produtos terão a entrada proibida. Israel não quis explicar com detalhes sobre a política que será seguida, mas se limitou a informar que “não há uma lista fechada de produtos, mas depende de outros fatores, como quem é o importador ou quais são as medidas de segurança da importação”.

“Agora será permitida a entrada de mais produtos e mais organismos. Não vai haver restrição para alimentos, material educacional, eletrodomésticos e brinquedos, mas isso não significa que vamos abrir passagem para tudo”, manifestou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Andy David. Será feito um detalhado trabalho para fazer chegar os bens às pessoas necessitadas e evitar que caiam em mãos do movimento islamita Hamas.

Na semana passada, Israel já começou a afrouxar o cerco a Gaza e o organismo militar que administra os assuntos civis nos territórios ocupados anunciou que permitiria a entrada de refrescos, frutas em conserva, biscoitos, aperitivos e batatas fritas. Um dos dirigentes do Hamas, Ismail al-Ashkar, declarou ontem que o anúncio do Gabinete de Segurança “não tem nenhum sentido e faz parte da propaganda do governo israelense para colocar fim à pressão que o mundo exerceu depois do ataque ao comboio”. Mas o que a comunidade exige, segundo o dirigente, é “o levantamento total do bloqueio”, porque a população de Gaza “não precisa de mais maionese e biscoito, mas de materiais de construção para reconstruir suas casas e matérias-primas para a indústria”.

junho 18th, 2010 Postado por : admin Arquivado em: Notícias

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