Natal: a força do amor fraco

Natal é vida que nasce!

Por José Maria

É Natal! Entre tantas representações que dele advêm é o tempo do amor, e aqui encontramos a maior de todas elas. Quiséramos saber possível o amor em todas as línguas. Que bom seria, antes, sabê-lo atuante em cada ação, ser ele a força propulsora do mundo!
Assim, certamente – falando de representação – a que teríamos do mundo com ele seria outra. Algo mais humano, mais divino, poderíamos dizer até serem sinônimos, pois o amor os fundiria numa palavra composta, talvez numa única, de tão forte que ele é.
Celebrar o Natal é, no seu ápice, regozijar-se com a presença do amor no mundo, a presença de Deus, pois, para o cristianismo, Deus é amor. Até ele, amando, torna-se fraco, ou melhor, fez-se fraco, esvaziando-se, para experimentar a condição humana. Que o levaria a tal ato senão a força de amar? Poderíamos daí concluir que o amor torna fraco? Talvez.
Agora, podemos afirmar que, em sua força de amar, fez-se pequeno, incapaz, totalmente dependente, ao ponto de depender de uma mulher, em sua época sem nenhuma representação, para ser Homem-Deus. Salve, mulher!
Salve também os pastores, também naquela época sem importância, mas que tiveram a honra de lhes ser anunciada a chegada do Emanoel. Mas, para quem testemunhariam se só lhes cabia serem excluídos? Salve, fracos!
Há muitos outros, desprotegidos, excluídos, esquecidos… Talvez não encontrem por que celebrar o Natal. São fracos, mas foi justamente por isso que o amor resolveu tornar-se fraco para mostrar-lhes o quão forte se pode ser quando o amor é o horizonte de entendimento e, principalmente, de toda ação.
Neste sentido nos dirá Santo Agostinho: “ama e faz o que quiseres… Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.

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dezembro 20th, 2011 Postado por : admin Arquivado em: Eventos

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