Católica homenageia mulheres

Informações do boletim da ASSECOM por Daniel França

Foto Luísa Nóbrega

O encerramento da 9ª Semana da Mulher na Católica foi marcado pela emoção. A organização do evento preparou uma homenagem a seis mulheres que dedicaram parte da suas vidas à Unicap e ajudaram a construir a história da Católica. Foi uma forma de reconhecer gente que faz parte dos 60 anos da Universidade, que serão completados em setembro.

A solenidade aconteceu na noite desta quinta-feira (24) no salão receptivo do bloco R. A abertura contou com a participação do coral do Real Hospital Português que apresentou duas canções: Canta Brasil e o fado lusitano Rosa Branca. Logo após o pronunciamento do Reitor, Padre Pedro Rubens, as homenageadas foram apresentadas ao público.

Amigos, parentes ou colegas de trabalho foram escolhidos para verbalizar a homenagem e entregar a medalha comemorativa dos 60 anos as professoras Conceição de Souza, Irinea Catarino, Janice Albuquerque; e a primeira aluna do curso de Jornalismo, que em 2011 comemora 50 anos de existência, Laura Areias; e a Irmã Rosário.

A professora Amparo Caridade recebeu homenagem póstuma. Ela faleceu em julho do ano passado. A professora Regineide Simões destacou a alegria da amiga como um traço de sua personalidade. “Amparo era uma pessoa sensível, discreta, mãe e companheira exemplar. Os netos eram a razão da vida dela”, disse antes de ler um poema da professora Amparo reproduzido abaixo:

A dor e alegria de nascer

Amparo Caridade

Nascer, viver e morrer, não são momentos datados na vida, são processos que acompanham o existir do ser humano. Existimos enquanto corpos, enquanto sujeitos, enquanto totalidades. Enquanto corpo, nascemos um dia de um outro corpo, mas enquanto sujeitos, nascemos a cada dia, a cada realização, a cada descoberta, a cada gesto. Nascemos quando criamos algo, ou quando fazemos reparação de atos indevidos. Nascemos quando colocamos no mundo um novo ser.

Nascemos quando produzimos bem-estar. Nascer, não é apenas o ato de chegar ao Mundo, é um processo que se inicia aí, mas que só termina com a morte. Na verdade, nascemos, vivemos e morremos a cada instante.Viver é também um processo e ele não acontece apenas no ato físico de ter um corpo um corpo vivo. O corpo pode estar vivo, mas o sujeito pode ter sido sacrificado nele.

Vivemos como sujeitos quando somos nós mesmos, quando amamos o que fazemos. Vivemos nos projetos que temos, nas contribuições que damos à vida, ao mundo, às relações. Vivemos naquilo que construímos e deixamos atrás de nós, como ação fincada no solo da coletividade, como marca identitária da passagem que fizemos pelo planeta.Morremos quando o corpo deixa de viver, mas morremos sobretudo nas negações que fazemos de nós mesmos, nas anulações do eu, nas derrotas da autoestima, na banalização da vida.

março 24th, 2011 Postado por : admin Arquivado em: Eventos

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