Instituto Humanitas Unicap vem ao longo dos seus 10 anos apoiando importantes iniciativas culturais

Por Júlio César

A Paixão dos Guararapes, na sua 5ª edição, que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de Abril, às 19, na Praça das Bandeiras no Monte dos Guararapes, em Jaboatão, contou com o apoio cultural do Instituto, para gravar e editar o texto do espetáculo, nos estúdios de radio da Universidade Católica de Pernambuco.  

Geraldo Dias: diretor do espetáculo

Acompanhe as melhores partes da entrevista feita pelo estudante de jornalismo Júlio Cesar, com Geraldo Dias, diretor da Paixão dos Guararapes.

JCA: Como foi o início de sua carreira no teatro?

GD: Eu comecei teatro em 2000, num curso de iniciação do SESC de Piedade tive a sorte de ‘cair’ num local maravilhoso, tem ótimos professores capacitados. Tive a oportunidade de me aperfeiçoar aprendendo também a fazer direção, cenografia.  Passamos também pelas mãos do diretor Antônio Carlos Cadengue. Na minha vida, boa parte dos cursos de formação nesta área de cultura eu fiz no SESC. Depois eu busquei me aprofundar na Pós-graduação em Produção e Gestão Cultural na FAFIRE.

JCA: Como é dirigir um espetáculo ao ar livre num lugar como o Monte Guararapes?

GD: É um desafio né? Há cinco anos quando começamos a encenar a paixão, de imediato, me veio logo a ideia de fazer lá no Monte Guararapes, mas houve vários empecilhos, as pessoas diziam que não daria certo, que o Monte tem a proteção do Iphan. Então eu busquei o Exército e obtive a autorização e até hoje eu continuo tendo essa autorização que vem se renovando todo ano. O gratificante é o retorno do público. A gente tem uma comunidade carente lá bem perto, eles nos ajudam muito quando estamos montando a cenografia, os moradores assistiam os ensaios e comentavam “ parece de verdade”, então a gente sente que está atingindo esse público e isso é muito bom.  

JCA: Como se dá a sustentabilidade do grupo e quais são as dificuldades?

GD: Você tocou num assunto muito forte porque a sustentabilidade existe graças ao próprio grupo. Para você ter uma ideia são 120 atores e ninguém recebe nem um real. Todos eles abrem mão do cachê para fazer o espetáculo. Ainda há atores que trabalham 15 a 30 dias na montagem dos cenários lá no monte sem cobrar nada. Temos alguns apoios como o da Prefeitura de Jaboatão, que disponibiliza dois ônibus para levar a população de várias partes da cidade para assistir a Paixão, além de pagar o som e a iluminação. O SESC também sempre nos apoia com o balé, na cena do bacanal. Agora, financeiramente, a Paixão dos Guararapes ainda é inviável.

JCA: O que representa para o grupo o apoio recebido pelo Instituto Humanitas Unicap? 

GD: O apoio que recebemos do Humanitas tem várias formas de se expressar. Primeiramente é o reconhecimento do nosso trabalho, uma Universidade do gabarito que é a Unicap, ela se prestar a nos apoiar cedendo os seus estúdios para a gravação e edição dos áudios da paixão é muito bom.  O reconhecimento significa que a instituição reconhece que o nosso espetáculo dará bons frutos, além disso representa também uma economia no trabalho. 

JCA: Como diretor, o que você espera do futuro do espetáculo?

GD: Eu espero que a cidade seja mais reconhecida. Jaboatão, por muito tempo, ficou com o nome de cidade dormitório e não é. A cidade tem coisas maravilhosas que precisam ser bem trabalhadas e divulgadas. A gente espera que o espetáculo possa crescer ainda mais que a gente possa construir um cenário fixo lá no Monte dos Guararapes. Isso já está sendo conversado com as autoridades do Exército. Nós temos uma área gigantesca, uma paisagem natural com árvores. Se conseguirmos fazer uma muralha de pedras e aproximar ainda mais do cenário de Nova Jerusalém isso só vai dar mais visibilidade ao espetáculo.    

JCA: Uma palavra para traduzir o espetáculo?

GD: Amor.

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abril 16th, 2019 Postado por : Jose Maria Arquivado em: Notícias

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