Natal: tempo de união (e de diferença)

Por José Maria (Integrante do Instituto Humanitas Unicap)

O momento que buscamos quando celebramos é aquele em que o passado se torna presente, é o reviver experiências que tendemos a enfraquecer devido ao nosso projetar, que tem seu horizonte no futuro, e ao nosso perder-se em meio a quase infinitas possibilidades, mas que se findam em nossas escolhas, que se encontram no presente. Celebrar é, pois, centrar-se no aqui e agora, unindo o passado e o futuro.

E é nessa união que comemoramos o natal. Aliás, seria uma enorme contradição fazer isso sozinho, uma vez que comemorar é fazer memória juntos. Celebremos então em união, no aconchego da família, na presença dos amigos… até os que estão longe ou que se foram podem se memorar, estar agora, fazerem-se presentes.

É nesse mesmo natal que Deus se faz homem, torna-se presença em nosso meio, é Emanuel, Deus conosco. Ele mesmo é quem reune numa grande família, em que todos se tornam um com ele, os homens e as mulheres, tão diferentes entre si, mas com tantos sonhos comuns e, no mais íntimo, um mesmo sonho.

E, se é de sonhos que se tece a vida, sonhemos, mas façamos isso juntos, porque “sonho que se sonha junto é realidade”. Sonhemos, pois, com um mundo em que algumas diferenças sejam respeitadas, como condição de estarmos juntos, e outras sejam minimizadas, como condição de nos aproximarmos.

Por falar disso, aproxima-se o natal. Deixemos que nossa vontade se aproxime do seu espírito, que é de união, de partilha, de lembranças, de vivências, de vitórias. Vivamos – no presente que une passado e futuro –  tendo presente que somos um ser que se caracteriza pela união, capaz de, juntos, superar as situações em que a morte parece vencer a vida. Celebremos!

Horus
Mitra
Sol invictus
Jesus

Print Friendly
dezembro 13th, 2010 Postado por : admin Arquivado em: Notícias

Seja o primeiro a comentar Deixe uma resposta: