Humanitas e GAJOP promovem minicurso na 10ª Semana da Mulher na Católica

0

O Instituto Humanitas Unicap (IHU), em parceria com o Gabinete de Assessoria Jurídica as Organizações Populares (GAJOP), promove, durante a 10ª Semana da Mulher na Católica, o minicurso “Mulher, Saúde e o Sistema Internacionalâ€, que acontecerá nos dias 6 e 7 de março, das 14h às 17h, na sala 102, no 1º andar do bloco G. Nesta edição, a semana que tem como tema: “Mulher Fraternidade e Saúdeâ€, buscará refletir, denunciar e mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade em geral na esperança de, um dia, colocarmos um ponto final nessa história triste de violência, especialmente, contra a Mulher.

Para se inscrever acesse [aqui]

 

Violações de direitos humanos encaminhadas a ONU pelo Gajop

0

O Gabinete de Assessoria Jurídicas às Organizações Populares (Gajop) apresentou, na manhã desta terça-feira (31), o balanço das violações de direitos humanos encaminhadas a ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2011.

Durante a apresentação, foram apresentados números e informações relativos às comunicações, elaboradas pelo Programa Direitos Humanos Internacionais (DHI/GAJOP) e enviadas para o Alto Comissariado da ONU em 2011, de casos sobre violações de direitos nas áreas de: Acesso à Justiça; Execução; Tortura; Independência do Judiciário; Tráfico e Prostituição de Criança e Adolescente; Violência contra a mulher; Saúde; Defensores de Direitos Humanos; Moradia adequada; Racismo; Detenção de pessoas; Liberdade religiosa; Liberdade de expressão; Direitos culturais.

FONTE: Pernambuco.com em 31/01/2012

 

PE registra 37 casos de violação dos direitos humanos relatados à ONU

0

Acesso à Justiça, tortura e execução somam 59% das ocorrências.

 

Gajop apresentou balanço de violações de 2011 nesta terça (31).

Katherine Coutinho
Do G1 PE

Coordenador do DHI, do Gajop (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Pernambuco está se desenvolvendo, mas ainda tem um longo caminho na luta pela preservação dos direitos humanos. É o que mostra o balanço de comunicações sobre violações dos direitos humanos encaminhados à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), em 2011, que aponta 37 casos no estado. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (31).

O Gajop, única organização com status consultivo especial junto ao Conselho Econômico e Social (Ecosoc) da ONU no Norte e Nordeste desde 1999, encaminhou 41 casos de violação dos direitos considerados emblemáticos nas duas regiões, sendo 37 desses registrados em Pernambuco. “Alguns desses casos, nós só percebemos avanços quando há uma intervenção da ONU. Essas violações ferem os acordos internacionais assinados pelo Brasil. Os que encaminhamos são os mais emblemáticos, não quer dizer que sejam apenas esses”, afirma o coordenador do programa de Direitos Humanos Internacionais (DHI) do Gajop, Luis Emmanuel Barbosa da Cunha.

No balanço de 2011, 22% dos casos enviados foram da área de acesso à Justiça. “Isso vai tanto da pessoa não ter acesso ao poder judiciário, quanto a não ter uma resposta rápida e satisfatória, dentro de um prazo razoável. Esse prazo depende muito do tipo de caso, mas oito anos para avançar com um caso com inquérito e testemunhas já ouvidas é extrapolar o razoável”, defende Cunha.

Maria de Lurdes luta, há 8 anos, por justiça pelo irmão assassinado. (Foto: Katherine Coutinho / G1)

O caso ao que o coordenador do DHI se refere é o do pecuarista José Arnaldo Didier Leite, que foi assassinado em uma emboscada em seu sítio, na Zona Rural de Sanharó, interior do estado, em agosto de 2003. “O caso passou por oito delegados diferentes, antes de ter a intervenção da Polícia Federal. O inquérito está concluído, mas os assassinos continuam soltos, debochando da família e da Justiça”, diz, revoltada, a irmã do pecuarista, Maria de Lurdes Didier Leite.

Há oito anos, Maria de Lurdes luta para ver a Justiça ser feita, já tendo entrado em contato com quatro relatores da ONU. “Eu já fiz mais de 1.200 viagens para o Recife, já fui a Brasília, falei duas vezes com o [então] presidente Lula. Se não fosse a ONU, a PF e o Ministério Público, eu não teria conseguido o que consegui até hoje. Em casos assim, a gente morre duas vezes, uma porque perdeu um parente, um homem de bem. Outra pela morosidade da Justiça, que mata você como massacre de rifleâ€, desabafa.

Apenas no final de 2011 saiu a sentença de pronúncia, seis anos depois do inquérito da Polícia Federal ser concluído, em 2006. “Essa sentença é para decidir se o caso é para tribunal do júri decidir ou um juiz. É uma espécie de barreira de controle”, explica Cunha. Depois disso é que o caso vai ser julgado.

Rodrigo Deodato, DHI, Gajop (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Três tipos de casos se destacam. “Acesso à Justiça, tortura e execução são o nosso tripé de problemas mais gravesâ€, acredita Rodrigo Dedodato, assessor jurídico do DHI. Juntos, as três áreas somam 59% das violações encaminhadas à ONU em 2011. “Esses relatos encaminhados são devido a vulnerabilidade da vítima, mas também casos de repercussão. Não é apenas a resolução de uma ocorrência que prezamos, é um padrão de violação que, ao ser punido, reflete em outros casos. É equivalente ao caso Maria da Penha. A partir dele, uma lei foi criada contra a violência domésticaâ€, explica Deodato.

Os fatos são enviados sempre para relatorias temáticas. O caso do jornalista assassinado em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul de Pernambuco, foi encaminhado à relatoria que cuida de casos de execução. “Esses relatores encaminham para a Comissão de Direitos Humanos da ONU, mas em alguns casos também entram em contato diretamente com a Casa Civil, em Brasília, pedindo providências. Não cabe a eles dizer como o Brasil deve agir, apenas dar conselhosâ€, ressalta Cunha.

Outro ponto destacado pelo relatório é o da insegurança de juízes para exercer a profissão. “Há o caso de uma juíza, que preside um tribunal que vai julgar policiais militares acusados de tortura, e foi ameaçadaâ€, destaca o coordenador do Gajop Luis da Cunha.

Foram também encaminhados casos de tráfico e prostituição de criança e adolescente, violência contra a mulher, desrespeito ao direito à saúde, ameaças a defensores de direitos humanos, pessoas que não tem moradia adequada, racismo, entre outros. “No ano passado, relatamos 29 casos. Nesse ano, 41. Não significa que temos mais violações, apenas que as pessoas estão nos procurando, ao invés de irmos até elasâ€, pondera Deodato.

A solução para a violação dos direitos humanos é punir os culpados, acredita Maria de Lurdes. “O que não pode mais ter é impunidade, isso gera violência. Uma Justiça atrasada é uma injustiça qualificadaâ€, finaliza a aposentada.

Aula inaugural vai homenagear o centenário de Luiz Gonzaga

2

“Eu vou mostrar pra vocês...â€

 

O ano letivo da Universidade Católica de Pernambuco começará com muita música em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. A aula inaugural deste ano traz Geraldinho Lins com o tema: “Eu vou mostrar pra vocês…â€, para acolher os calouros na instituição. O evento acontecerá nos dias 7, às 11h, e 8, às 19h, no auditório G2, localizado no bloco G da Universidade.

Nota conjunta do Movimento Zoada e do Muda Unicap

0

Ônibus lotados, de péssima qualidade e sem a devida acessibilidade.

Ônibus lotados, de péssima qualidade, sem a devida acessibilidade. Essa lamentável conjuntura revela o cenário de um sistema de mobilidade urbana defasado. Desse modo, é preciso compreender que o transporte público é, antes de tudo, uma concessão do Estado, e que esse, em seu papel de zelar pelo povo, tem a obrigação de fiscalizar os seus contratos no sentido de garantir o direito fundamental de ir e vir dos indivíduos. Nesse contexto, o que se observa são sucessivos aumentos tarifários que atendem a interesses privados, enquanto o Estado se omite de seu papel essencial de oportunizar a qualidade dos serviços prestados. Ressalte-se, inclusive, que o Imposto de Serviços de Qualquer Natureza – ISS – sofreu redução da alíquota 5% para 3% no último quinquênio, muito embora venha ocorrendo aumento das passagens.

Tropa de Choque avançando

É necessário, ainda, refutar o argumento manifestado pelas instâncias governamentais que o aumento das passagens, por seguir o Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, seria justo. Ora, é preciso inverter o questionamento a partir da ótica do cidadão, isto é, a qualidade do serviço prestado à população torna o seu preço justo? Dispendioso seria responder tal obviedade. No mais, atente-se para a perversidade do raciocínio desenvolvido pelos setores empresariais. Com efeito, caso essa lógica prevaleça, o que se perceberá é que ao trabalhador não é garantido, de fato, qualquer aumento real, enquanto que o mesmo não pode ser dito em relação aos setores empresarias. Ao pretensamente acompanhar o índice inflacionário, sem qualquer aumento da qualidade do serviço prestado, os responsáveis pelo transporte público passam a auferir uma quantia maior por um serviço idêntico ou, quiçá, inferior.

Manifestantes os acolhem com flores

Ademais, ressalta-se que a indignação responsável por esse posicionamento não se restringe à limitação do direito humano de ir e vir. Ao revés, ela é permeada pelo atentado à Democracia e ao direito de livre manifestação que se desenhou quando os/as manifestantes foram perseguidos/as pelas ruas do Centro do Recife, bem como sitiados/as na Faculdade de Direito do Recife/UFPE, pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. A revolta, a inquietude, não é apenas pela afronta à autonomia universitária, nem tão somente pelos danos causados ao prédio histórico, mas sim ao fascismo revelado na conduta do braço repressor do “Leviatãâ€, com a condescendência do Governador, para que pudessem agredir e bombardear aqueles/as que, pacificamente, reivindicavam que o transporte, hoje coletivo, fosse de fato público. Antes que concreto e cimento, corações e mentes, antes que Estado, povo.

Outrossim, as reinvindicações são legítimas e emanam de uma real

Manifestante ferido com bala de borracha

necessidade de grande parte da população da Região Metropolitana do Recife. É, por isso, que se expressa total solidariedade a todos que não temem ir às ruas para expressar sua indignação, todos aqueles que não se calam diante das injustiças deste “mundo, vasto mundoâ€, porque sabem que mais vasto é o coração do homem e da mulher que lutam e não se conformam com as injustiças deste século. Esses seguem em frente, juntamente com seus companheiros de “ mãos dadasâ€, como disse o poeta. Desse modo, o apoio é a todas as pessoas que ousam lutar, independentemente de serem ou não estudantes ou terem filiação partidária.

Na oportunidade, expressa-se completo repúdio a todas as arbitrariedades, que não foram poucas. Prisões ilegais fundadas em argumentos eminentemente políticos, violência física praticada contra os integrantes dos protestos, violação de direitos constitucionais fundamentais como a liberdade de expressão e o direito de ir e vir. Ora essa, parece que “a mão invisível vestida com luva de ferro†do Estado policialesco não poupou ninguém. Nem mesmo para mater o verniz hipócrita de um pretenso respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão. O que houve, em verdade, foi a clara demonstração de uma perversão arbitrária sem razão de ser. São esses momentos que nos fazem questionar esse pretenso Estado Democrático de Direito em que vivemos. Onde está a democracia? Onde está o Direito? Nos fatídicos espisódios que se passaram, ficou apenas o braço pesado e implacável de um Estado punitivista e arbitrário.

Policial agredindo manifestante

Diante de todos os fatos, que já foram expostos, é estarrecedor que até o momento a reitoria da nossa Universidade, bem como a diretoria da Faculdade de Direito do Recife, não tenham expressado repúdio ao evidente ferimento à liberdade de expressão e direitos humanos dos manifestantes contra o aumento de passagens, fato que ocorreu dentro das dependências da Universidade! Isso demonstra o quanto a burocracia universitária encontra-se encastelada em sua torre de marfim acadêmica. Mais do que nunca, é necessário a academia ir às ruas para aprender com o povo o real sentido da luta contra os abusos e as opressões em busca de uma emancipação real. Na ocasião, também, há uma série de docentes da Faculdade de Direito do Recife, que não são politicamente subservientes. Acreditam na tradição libertária desta Casa, bem como no papel emancipador da Ciência do Direito e assumem publicamente essa postura.

Por isso, convocamos todas e todos para continuarem mobilizados em torno da luta contra o amento de passagens, pelo passe-livre estudantil e para desempregados e por mais mobilidade urbana. Apenas a resistência popular será capaz de garantir que as reivindicações do movimento sejam alcançadas.

Manifestante

“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem†– Rosa Luxemburgo

 

Realidade Política e Econômica do Estado de Pernambuco

1

Entrevista feita pelo IHU ao Prof. Dr. Thales Castro*

Prof. Thales, como qualificar o atual momento político e econômico do Estado de Pernambuco?
Particularmente, eu entendo que é um momento positivo ancorado em um ciclo virtuoso de crescimento sustentável, de retorno à liderança inconteste de Pernambuco no cenário regional e também de crescente projeção do Governador Eduardo Campos que é presidente nacional do PSB, partido que tem forte aliança com o governo federal e que, por meio dessa conjuntura, tem firmado parceria estratégica e desenvolvimentista com o Estado de Pernambuco.

Qual a relação hoje do crescente fluxo de investimentos econômicos estruturais com o atual contexto da política pernambucana?

Crescimento econômico e investimentos estruturais geram aumento de exposição internacional. Essa fórmula não poderia ser diferente com o Estado de Pernambuco em seu virtuoso momento de geração de emprego e renda em razão das políticas públicas federais e estaduais atreladas aos investimentos estruturadores no Estado. Tal observação é comprovada pelo aumento da instalação, em Recife, dos consulados, das câmaras de comércio e dos escritórios internacionais de promoção de investimentos, como também pelo incremento das densidades nas suas relações externas econômico-comerciais, socioculturais, políticas e jurídicas.

Quer dizer então que há uma tendência, apoiada politicamente, de associação entre crescimento econômico com internacionalismo em Pernambuco hoje?

Sim. Sem dúvida. Política é poder; na verdade, ciência política é o ramo das ciências sociais e humanas que lida e estuda, cientificamente, os fluxos de poder de força. Em um cenário internacional de crescente interdependência, o Estado de Pernambuco tem, cada vez mais, assumido papel de relevo nas Relações Internacionais contemporâneas, tendo sua política como vértice do processo. São, por meio dessas pontes, que cruciais fluxos de investimentos podem ser desenhados, aliando diplomacia consular ao desenvolvimento crescente do Estado.

Como as Relações Internacionais e a prática diplomática amplia essa crescente exposição internacional de Pernambuco?

A diplomacia consular representa pilar importante nas relações bilaterais e no desenvolvimento social e econômico do Estado de Pernambuco que conta com seus polos de atração de investimentos não somente em Suape (setor portuário e petroquímico), mas em outras áreas integradas, como o polo farmacoquímico da Mata Norte, o polo gesseiro na região do Araripe e o polo de fruticultura irrigada no Vale do São Francisco. Assim, no amplo campo das Relações Internacionais, a prática diplomática se estrutura, especialmente, na defesa dos interesses nacionais por meio da construção permanente do entendimento, da harmonia e da cooperação entre os diversos atores internacionais. No campo consular, tal prática tem-se revelado de suma importância para a preservação da paz, para a promoção do comércio, fortalecendo, assim, a integração econômica e a cidadania em aspectos mais amplos. Tais conjunturas reforçam, em última instância, os princípios e propósitos da Carta da ONU.

Que os cidadãos pernambucanos podem esperar do futuro político e econômico do Estado?

Creio que podemos esperar dias de continuado crescimento econômico com atração de investimentos nacionais e estrangeiros para o Estado em um ambiente político favorável. Esse diagnóstico, contudo, não deve, de forma alguma, deixar de salientar a importância de nosso preparo e proatividade para continuarmos nessa sinergia, gerando bons frutos para a prática de cidadania e para a inclusão social e econômica. Para tanto, a academia que forma importantes recursos humanos para essa nova realidade promissora deve estar atenta e em fina sintonia com tais momentos conjunturais.

 

* É Assessor para Relações Internacionais e Interinstitucionais (ASSERINT) da Reitoria da UNICAP além de coordenador do Núcleo de Estudos para a América Latina – NEAL. É Coordenador da Cátedra Adenauer da Fundação Konrad Adenauer (KAS) na Universidade Católica de Pernambuco desde setembro de 2010

10ª Semana da Mulher na Católica

0