Sobre o Curso

Modalidade: Bacharelado
Autorização CONSEPE PLENO Nº 035, 03 de outubro de 2019.
Turno  Integral
Carga horária: 4296 horas
Duração: 5 anos – 10 períodos
Coordenação: Prof. Dr. Fernando Artur Nogueira Silva
Secretaria: Pavilhão Maker – fone: (81) 2119-4477

Objetivos

O Curso de Engenharia da Complexidade tem como objetivo principal oferecer um curso de graduação em engenharia diferenciado com as seguintes características principais:

  • Uma formação baseada em competência com a incorporação de abordagens ativas de aprendizagem, na qual o aluno constrói suas competências ao longo da solução de problemas práticos e reais. A experimentação prática é protagonista no processo de aquisição de competências do aluno;
  • Imersão em situações reais de trabalho no âmbito de empresas parceiras da instituição. Não se trata de um estágio obrigatório, usual nos cursos de graduação em engenharia atuais. Trata-se, de fato, de uma imersão no dia-a-dia de uma empresa lidando com um problema real desta empresa e participando ativamente no processo de construção da solução;
  • Uma efetiva ação de internacionalização. O aluno tem a obrigação de desenvolver suas atividades do curso por, pelo menos, um ano em um dos campi que estão desenvolvendo esse novo curso no mundo – França, Índia e África. O currículo a ser cumprido em outro campus fora do país é o mesmo que ele faria aqui. Não há, portanto, necessidade de validação. Caso o aluno deseje, poderá realizar até dois anos do curso fora do Brasil. A vantagem adicional que possibilita essa internacionalização é que, a partir do terceiro ano do curso, as atividades do curso serão ministradas/desenvolvidas sempre em inglês, em qualquer campus que o aluno decida fazê-las.     

Uma competência se traduz por uma capacidade de combinar um conjunto de saberes (saber-fazer e  saber-ser) com vistas a realizar uma tarefa ou uma atividade. A competência tem sempre uma finalidade profissional. 

A concepção e análise de uma formação baseada em competência são inspiradas nos métodos que o mundo profissional desenvolveu para caracterizar a união de competências que são necessárias para o exercício de uma profissão específicas dentro de bons padrões de qualidade. 

Um valor agregado de relevância que este novo curso incorpora é exatamente a utilização de práticas pedagógicas ativas, com a utilização marcante das técnicas de aprendizado baseadas em problemas, nas quais há uma inversão na formação por conteúdo para a formação por competência e se constitui numa inovação significativa para os cursos de graduação em engenharia na região e no país. 

Perfil do Egresso

O Engenheiro da Complexidade é um engenheiro com formação generalista, empreendedor, dotado de sólidos conhecimentos científicos, aberto aos outros, com competência para direcionar o desenvolvimento econômico a serviço do homem, dentro de uma visão sistêmica da ecologia integral. Nesse contexto, ele possui as seguintes características em seu perfil de formação profissional:

  • Inteligência do concreto (todas as informações diretamente relacionadas à realidade são tratadas e assimiladas),
  • Agilidade, senso crítico, inovação, pensamento disruptivo, habilidade para lidar com riscos, formador de opinião,
  • Visão sistêmica, visão de longo prazo, discernimento, decisão, capacidade observar uma mesma situação sob um ângulo diferente,
  • Senso de bem comum, atenção às pessoas, atenção consigo mesmo, 
  • Visão holística e humanista, ser crítico, reflexivo, criativo, cooperativo e ético e com forte formação técnica, 
  • Aptidão para pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora, 
  • Capacidade de reconhecer as necessidades dos usuários, formular, analisar e resolver, de forma criativa, os problemas de Engenharia, 
  • Capacidade de atuação multidisciplinar e transdisciplinares em sua prática, 
  • Considerar os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no trabalho, 
  • Capacidade de atuar com isenção e comprometimento com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável.

Competências Adquiridas

As habilidades acima descritas serão adquiridas a partir do desenvolvimento das seguintes competências:

  • Conhecimento científico e técnico e o domínio de sua implementação

C1. O Engenheiro da Complexidade possui o conhecimento teórico e experimental de um amplo campo científico e técnico, além de habilidades analíticas e de síntese para lidar com projetos complexos e multi-tecnológicos.

C2. Generalista, o Engenheiro da Complexidade se adapta a diferentes campos técnicos e científicos mesmo desconhecidos para ele. Ele identifica os diferentes campos de conhecimento presentes em seus projetos e interage com cada um dos especialistas envolvidos.

C3. Ele tem um senso prático e crítico para caracterizar um problema, projetar e desenvolver soluções, sistemas e produtos. 

C4. Ele domina as ferramentas e os métodos do engenheiro e tem uma agilidade digital. Ele é capaz de empreender um trabalho de inovação em um pensamento disruptivo e ruptura.

C5. Tem a capacidade de conduzir uma abordagem científica colaborativa no contexto de atividades de pesquisa e desenvolvimento.

C6. Ele exercita seu senso crítico para extrair informações relevantes das ferramentas de inteligência empresarial. Ele reformula e os adapta à sua problemática.

  1. Demandas do Setor Produtivos e da Sociedade

C7. Ele adota uma postura de condutor da atividade que realiza lidando com habilidade os interesses do cliente, as questões associadas ao custo, qualidade e o tempo de entrega. Integra a estratégia da empresa e tem comportamento propositivo e possui capacidade de realizar iniciativas responsáveis.

C8. No escopo de sua responsabilidade de condutor da atividade, ele gerencia as equipes com foco no interesse coletivo, no respeito do bem comum com atenção especial às questões de segurança e saúde no trabalho. Ele tem capacidade de mobilizar sua capacidade de formador de opinião para se posicionar de maneira adequada no seu ambiente profissional. 

C9. Ele integra as questões e necessidades do planeta e da humanidade em qualquer momento de sua ação em consonância com o slogan “Pense globalmente e aja localmente”. Age de acordo com os princípios da ecologia integral.

  1. Aspectos da Dimensão Organizacional, Pessoal e Cultural

C10. Ele trata as pessoas com benevolência. Através de sua capacidade de comunicação e sua habilidade compreensão das pessoas e das organizações, ele é capaz de mobilizar pessoas e grupos. Ele contribui para o desenvolvimento individual e para a dinâmica dos projetos em equipe.

C11. Combinando um senso de concretude, agilidade e criatividade, ele é capaz de assumir riscos, realizar e iniciar mudanças. Tem um destacado engajamento no nível da empresa, da sociedade e na sua vida pessoal.

C12. Ele é capaz de exercer sua profissão de engenheiro, em português e em inglês, em uma situação intercultural: por suas habilidades de comunicação, por seu conhecimento de sistemas culturais e pelas experiências realizadas durante seu curso de curso de graduação.

C13. Ele é atencioso e dá sentido à sua ação. Ele sabe discernir, refinar seus desejos e expectativas, identificando seus valores para decidir e assumir suas escolhas profissionais, pessoais e sociais. Nesse contexto, o Engenheiro da Complexidade é capaz de gerenciar suas habilidades em uma perspectiva de aprendizagem ao longo da vida

Áreas de Conhecimento

O curso de engenharia da complexidade se apoia em seis áreas de ensino que abrangem todas as áreas de conhecimento contempladas na Resolução nº 2 de 24 de abril de 2019 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Cursos de Graduação em Engenharia.

Cada área visa, em um perímetro coerente, o desenvolvimento de aptidões ou capacidades, a aquisição de recursos mobilizáveis ​​em situação, ou mais diretamente de competências.

4 áreas de conhecimentos técnicos-científicos:

  • Matemática, Informática e Automação (MIA): Análise, Álgebra, Geometria, Algoritmos, Engenharia e Programação de Software, Inteligência Artificial, Pesquisa Operacional, Redes, Sistemas de Informação, Sistemas de Computação, Ciência de Dados.
  • Engenharia Elétrica (EE): Fundamentos de Engenharia Elétrica (Eletrostática, Eletromagnetismo, Sinais, Ondas, Óptica, Eletricidade, Campo eletromagnético), Produção, Distribuição e Exploração de Energia Elétrica – Engenharia Elétrica, Eletrônica de Potência, Energia Inteligente, Conversão -, Aquisição, processamento e transmissão de sinais – Eletrônica Analógica e Digital, Telecom -, Controle-Comando – Instrumentação, Automatismo, Computação Industrial – e Sensores.
  • Engenharia Mecânica (EM): Mecânica dos pontos e dos corpos sólidos, Estudos de ações mecânicas, Equilíbrio de estruturas, Teoria de conexões e dos mecanismos, Projeto e dimensionamento de estruturas, Método dos elementos finitos, Projeto Auxiliado por Computador – CAD, Vibração em estruturas.
  • Energética, Meio Ambiente e Materiais (EMM): Mecânica dos Fluidos, Termodinâmica, Térmica, Química, Processos, Materiais – Metais, Polímeros, Compósitos e Cerâmica. Cristalografia, corrosão, diagrama de equilíbrio, transformação em estado sólido, concepção de projeto de materiais e ecologia integral.

2 áreas de conhecimentos gerais:

 

  • Ciências Humanas (HUM): Idiomas (línguas portuguesa e língua estrangeira), Culturas, Interculturalidade, Comunicação, Relações Culturais (cultura afro-brasileira e indígena), Artes e Criatividade, Psicologia e Antropologia, Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Ciência Política, Geopolítica, Direito, Economia Geral, História das Ciências e Epistemologia, Ética.

 

  • Gestão de Pessoas e Organizações (GPO): Empreendedorismo, Economia Empresarial, Marketing, Gestão e Estratégia Corporativa, Sociologia das Organizações, Ambiente Jurídico da Empresa – Direito Empresarial, Estruturas, Trabalho e Negócios, Propriedade -, Responsabilidade Social Corporativa – RSE-Ética -, Habilidades Gerenciais – Comunicação Profissional, Gestão Operacional e Liderança – e Gestão Intercultural. Gerenciamento de operações industriais – Produção, Cadeia de Suprimentos, Qualidade, Saúde Ocupacional, Manutenção – e Gerenciamento de Projetos.

Duas abordagens pedagógicas são destaque na formação do engenheiro da complexidade, a saber: 

  • Pedagogia do Projeto (PP): Através da pedagogia do projeto, o aluno desenvolve suas habilidades através de situações diversificadas de complexidade crescente. Ao longo do desenvolvimento do Projeto, o aluno tem a oportunidade de desenvolver suas habilidades, mobilizando seus conhecimentos e know-how já adquiridos. No desenvolvimento de atividades em grupo, os bons comportamentos, os bons acordos favorecem o adequado andamento do trabalho coletivo e trazem a cada um dos saberes, notadamente na divisão das tarefas ou na gestão da equipe. Assim, o aluno evolui, amadurece ao ritmo das experiências e toma consciência das habilidades adquiridas. 
  • A Pedagogia da Decisão (PDD): Com a Pedagogia da Decisão, a Universidade insere no âmago de seu sistema educacional os valores encontrados nos fundamentos de sua missão: Todo homem age com justiça, se o que ele realiza lhe permite expressar o que ele é. E, quem se expressa através da confiança e da liberdade, age com a responsabilidade em um espírito de solidariedade. O objetivo desta pedagogia é abrir um caminho de liberdade para permitir que o aluno cresça e se desenvolva como uma pessoa totalmente humana e acesse cada vez mais decisões livres e responsáveis, a fim de contribuir para a construção do mundo no qual habita e desenvolve sua atividade-cidadã (na cidade, na sociedade, na empresa …). A Pedagogia da Decisão visa ajudar o aluno a “decidir” de acordo com um contexto, respeitando suas particularidades.

Mercado de Trabalho

Tendo por base o conteúdo programático das ementas que se encontram no documento intitulado Matriz Pedagógica do Curso, aliada às competências/habilidades que o egresso do novo curso incorpora ao longo de sua formação, o profissional egresso do curso poderá desempenhar, no exercício profissional, as seguintes atribuições e atividades:

Atribuições (art. 7° da Lei 5.194, de 1966)

    • Desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e privada,
    • Planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária,
    • Estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica,
    • Ensino, pesquisas, experimentação e ensaios,
    • Fiscalização de obras e serviços técnicos,
    • Direção de obras, projetos e serviços técnicos,
    • Execução de obras e serviços técnicos,
    • Produção técnica especializada, industrial ou agropecuária.

Atividades (1 a 18 do art. 5º, § 1º, da Resolução nº 1.073, de 19 de abril de 2016)

    • Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica,
    • Coleta de dados, estudo, planejamento, anteprojeto, projeto, detalhamento, dimensionamento e especificação,
    • Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental,
    • Assistência, assessoria, consultoria,
    • Direção de obra ou serviço técnico,
    • Vistoria, perícia, inspeção, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem,
    •  Desempenho de cargo ou função técnica,
    • Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica, extensão,
    • Elaboração de orçamento,
    • Padronização, mensuração, controle de qualidade,
    • Execução de obra ou serviço técnico,
    • Fiscalização de obra ou serviço técnico,
    • Produção técnica e especializada,
    • Condução de serviço técnico,
    • Condução de equipe de produção, fabricação, instalação, montagem, operação, reforma, restauração, reparo ou manutenção,
    • Execução de produção, fabricação, instalação, montagem, operação, reforma, restauração, reparo ou manutenção
    • Operação, manutenção de equipamento ou instalação,
    • Execução de desenho técnico.

Estágio Curricular Supervisionado, Trabalho de Conclusão de Curso e Atividades Complementares

O Curso é composto por um ciclo básico com 2 anos de duração e um ciclo profissional que tem duração de 3 anos. O total de horas para a integralização dos cinco anos do curso é de 4.296, sendo 120 horas dedicadas ao Trabalho de Conclusão de Curso, 60 horas dedicadas às Atividades Complementares e 90 horas relacionadas ao Estágio Supervisionado

As Atividades Complementares na UNICAP são regidas pela Resolução Nº 009/2005 da Câmara de Graduação do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão. Elas se constituem em componentes curriculares de caráter acadêmico, científico e cultural cujo foco principal é o estímulo à prática de estudos independentes, transversais, opcionais e interdisciplinares, de forma a promover, em articulação com as demais atividades acadêmicas, o desenvolvimento intelectual do estudante, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 

Podem ser consideradas como horas de atividades complementares as seguintes ações:

 

    • Disciplina que não integre a matriz curricular, cursada na UNICAP ou em outra instituição de ensino superior;
    • Exercício de monitoria e tutoria;
    • Minicursos em geral cuja temática e pertinência contribuam para a melhor formação profissional;
    • Participação em eventos científicos (seminários, congressos, simpósios, workshops, mesas-redondas, oficinas e outras atividades pertinentes) promovidos pela UNICAP ou por outras instituições de ensino superior, conselhos e órgãos de classe, sociedades, organizações e similares;
    • Participação efetiva em atividades de extensão e comunitárias da UNICAP ou de outras instituições;
    • Participação em programa de ensino aos pares ao longo da graduação;
    • Representação estudantil nos Colegiados da UNICAP;
    • Participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC da UNICAP ou de outras instituições;
    • Participação efetiva em grupo de estudos ou de pesquisa, com frequência registrada e orientação docente;
    • Produção individual ou coletiva de livros, artigos didáticos ou científicos, capítulo de livros, softwares, vídeos e filmes;
    • Participação em projetos da UNICAP Jr.

O Trabalho de Conclusão de Curso – TCC é o produto da atividade cumprida formalmente pelo aluno graduando durante O último ano acadêmico do curso. Ele tem o objetivo registrar a competência acadêmica, técnica e profissional do aluno graduando, possibilitando assim que a Universidade Católica de Pernambuco ateste sua competência o exercício profissional. O TCC se constituirá em um trabalho individual ou em equipe com tema relacionado a uma determinada das áreas de conhecimento do curso e será desenvolvido pelo aluno sob a supervisão de um professor-orientador do curso ou de fora dele.