Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Esta semana vamos publicar a cada dia a vida e obra de uma fotógrafa. Os trabalhos foram produzidos pelos alunos na disciplina de História da Fotografia em 2014.1 ministrada pela Profª. Ms. Julianna Nascimento Torezani. Já falamos de Margaret Bourke-White e Dorothea Lange, hoje vamos abordar a obra fotográfica de Diane Arbus

 

Diane Arbus

Por Victor Muzzi

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia.

E mais complicado”.

Diane Arbus

 

Diane Arbus (Março de 1923 – Julho 1971) foi uma fotógrafa norte americana nascida em Nova Iorque, onde nos anos 1940 abriu juntamente com seu marido Allan Arbus, um estúdio de fotografia comercial, onde trabalhavam principalmente com fotografia de moda e publicitária, tendo publicações na Vogue, Harper`s Bazaar, Seventeen, entre outras revistas.

No final dos anos 1950, ela começou a se concentrar em sua própria fotografia. Para reforçar ainda mais a sua arte, Arbus estudou com o fotógrafo Lisette Modelo. Durante suas andanças ao redor de Nova York, Arbus começou atirou fotos de estranhos que conheceu em circos, necrotérios, hotéis encardidos, hospitais psiquiátricos e outras localidades bizarras e não convencionais.

Ela se tornou famosa por suas fotografias excêntricas com câmera de médio-formato com flash na luz do dia, que retratavam diferentes e incomuns sujeitos fotográficos como nudistas, prostitutas, travestis. Ela frequentemente fotografava “freaks”. Para ela, esses extraordinários seres humanos, nascidos com seus traumas, havia superado suas limitações.

Enquanto continua a prosperar profissionalmente no final de 1960, Arbus tinha alguns desafios pessoais. Seu casamento com Allan Arbus terminou em 1969 e mais tarde ela lutava com a depressão. Cometeu suicídio em seu apartamento de Nova York em 26 de julho de 1971.

“A partir dos anos 1960 passou a fotografar deficientes, travestis, anões e prostitutas, ou seja, se interessou em retratar o que era considerado uma população marginal, pessoas em que não havia interesse em serem fotografadas por parte de muitos fotógrafos, problematizando os estereótipos da moda em contradição as pessoas que estavam fora desse modelo de beleza e estética a ser fotografado, publicado e visto por todos. Suas imagens revelam seu contato e aproximação com as pessoas, representa um olhar sem preconceitos, que busca o contexto e a situação vivida por estas. Os retratos de Arbus são considerados psicológicos que mostram a cultura suburbana americana, ao criar imagens de pessoas como nudistas e toxicodependentes em planos frontais com poses diferenciadas”.

Julianna Nascimento Torezani

A Fotógrafa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cenas de Diane Arbus

Anão Mexicano em seu quarto de hotel, 1970

 

 

 

 

 

 

 

 

Trigêmeos em seu quarto, 1963

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gigante judeu em sua casa com seus pais no Bronx, 1970

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Criança com uma granada de brinquedo no Central Park, 1962

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Albino engolindo espadas num parque de diversões, 1970

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um jovem homem com bobes em casa na West 20th Street, 1966

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gêmeas idênticas, Roselle, 1967.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Família em uma tarde num campo nudista, 1965.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diane_Arbus

http://www.masters-of-photography.com/A/arbus/arbus2.html

http://www.dw.de/mostra-em-berlim-conta-hist%C3%B3ria-da-fot%C3%B3grafa-diane-arbus/a-16125900

http://ulbra-to.br/encena/2012/09/18/Uma-ou-duas-coisas-que-sei-sobre-Diane-Arbus

oseculoprodigioso.blogspot.com.br

www.infopedia.pt

 

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