Outras informações sobre o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo podem ser encontradas também no site da Universidade Católica de Pernambuco: www.unicap.br . Demais fotos do evento também poderão ser visualizadas a partir desta segunda-feira (26). A cobertura do evento contou com a participação de estudantes de Jornalismo, do curso tecnológico de Fotografia e de profisisonais da Assessoria de Comunicação Social da Unicap.
Poder do Jornalismo, Amazônia e experiência acadêmica foram destacados no GP
Com reportagem de Fernanda Guerra
O último dia do 13° Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ) prosseguiu com a série de apresentações dos grupos de pesquisas (GPs). As relações de poder no campo jornalístico, análise das coberturas midiáticas sobre a Amazônia e experiências acadêmicas foram o ponto de partida para as discussões da tarde desta sexta-feira (23) do GP “Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo”.
O professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Alexandre Rossato Augusti, discorreu sobre os conteúdos ligados à relação do poder da profissão com outros campos. O docente descreveu as constatações obtidas após a realização de uma pesquisa focada nas capas da revista Veja, publicação semanal com maior circulação do país. Uma das principais percepções apresentadas foi o grau de interferência nos aspectos do comportamento e no reforço de valores que o veículo impõe à sociedade.
Em seguida, a jornalista Jimena Felipe Beltrão esboçou uma apresentação sobre o Museu Paraense Emílio Goeldi, uma das maiores referências de pesquisa sobre a Amazônia. Ela atua na assessoria de comunicação da instituição, que integra diversos núcleos de pesquisa. Ela expôs recentes experiências de pesquisas realizadas na agência de comunicação. Desde 2002, foram elaborados dossiês, fomentados através da base de dados agregada pela assessoria.
Para exemplificar as experiências realizadas, a jornalista Maria Lúcia Morais foi uma das bolsistas do Programa de Capacitação da instituição. As pesquisas elaboradas tiveram a orientação de Jimena. Os trabalhos consistiram na leitura de coberturas jornalísticas, focadas em analisar quais os temas mais frequentes, as fontes mais procuradas e a análise do discurso de produtos jornalísticos. “Nós constatamos que há uma predominância do caráter científico nas reportagens. Existe uma semelhança de fontes em diferentes temáticas abordadas, pois só aparecem cientistas, ONGs e gestores emitindo opiniões. A população tradicional da área, como os indígenas, é silenciada”, destacou.
O professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Sérgio Luiz Gadini, fez um relato sobre a experiência acadêmica que vem sendo praticada com estudantes. Recentemente, os seus alunos estão inseridos em uma dinâmica de postagem de matérias críticas em blogs, que se diferenciam das reportagens informativas. Segundo ele, o recurso utilizado é simples, acessível e sem demanda de investimento financeiro. “A proposta é inserir os estudantes em um processo de análise e produção crítica. Com isso, eles participam mais das atividades que ocorrem na cidade”, explicou.
Repentistas participam de protesto contra Gilmar Mendes
Na manhã desta sexta-feira (23), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e sindicatos ligados à profissão, incluíram na programação do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo um protesto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que deixou a preisdência do tribunal hoje (23). “Já vai tarde” é como está sendo chamada nacionalmente a mobilização.
O presidente do FNPJ, Edson Spenthof, iniciou o discurso reafirmando a adesão do fórum contra a decisão tomada pelo ministro de retirar a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para exercício da profissão. O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, deu continuidade ao protesto mostrando alguns paradigmas que o jornalismo tem enfrentado atualmente. “Vemos uma liberdade de expressão nas falas dos profissionais de televisão. Esse quadro democrático atual é maravilhoso e foi fruto de muita luta, de muito debate. Agora vemos um retrocesso. A formação superior é fundamental para se manter a qualidade dos profissionais da área.”
“Temos plena condição de reverter essa situação e obrigação de continuar lutando. Essa luta depende quase que exclusivamente de nós, professores, estudantes e profissionais ligados à comunicação. Não podemos simplesmente ficar parados, administrando o prejuízo. A universidade continua tendo um papel fundamental na formação da identidade profissional”, concluiu Sérgio.
Para concluir a manifestação com estilo, o vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e Diretor Regional Nordeste I do FNPJ, professor da Unicap Ricardo Mello, convidou os repentistas Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira para se apresentarem. Com o uso do ritmo e da rima, os emboladores fizeram da poesia um instrumento de protesto contra Gilmar Mendes. Em um dos versos, os poetas populares cantaram “Gilmar Mendes já vai tarde, devia ter ido antes”. Eles divertiram os presentes e “abrilhantaram a manifestação”, como declarou Spenthof.
13º ENPJ aborda comunicação e democracia
Uma atração surpresa promete movimentar ainda mais a programação do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. Comunicação e democracia será o tema de um debate que será realizado, a partir das 17h, na sala 307 do bloco G4 da Universidade Católica de Pernambuco. Entre os participantes estão alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que irão reapresentar uma pesquisa sobre a Divulgação Científica no Telejornalismo. Durante o debate, também será discutida a reformaulação da TV Pernambuco. O novo gerente do sistema Detelpe, Roger de Renor, também participará do evento.
O poster a ser apresentado pelos estudantes analisa quantitativa e qualitativamente a divulgação do conhecimento científico no Jornal Nacional (TV privada) e no Reportér Brasil (TV pública). “O nosso trabalho parte do pressuposto que o conhecimento cientifíco é algo inerente a toda e qualquer sociedade democrática, na qual os cidadãos – e nao apenas os cientistas – sabem e participam, mesmo que passivamente, da esfera científica. E, principalmente, estão cientes do que acontece do processo produtivo do conhecimento científico”, explica Julia Arraes, integrante do grupo que faz parte do 5º período do curso de Jornalismo da UFPE.
Jornalista Demétrio Sóster lança livro no 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo
Com reportagem de Emanuele Carvalho.
Nesta quinta-feira (22), o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, em seu segundo dia de atividade, teve uma agenda cheia. Durante todo o dia os participantes acompanharam debates, homenagens, atividades apresentadas por grupos de pesquisa e lançamento de livro. Nesse último, o jornalista Demétrio de Azeredo Sóster lançou dois livros intitulados de “Metamorfoses Jornalísticas: formas, processos e sistemas” e “Metamorfoses Jornalísticas: a reconfiguração da forma”.
Os dois livros do jornalista foram realizados em parceria com os escritores Fabiana Piccinin e Fernando Firmino e tem como objetivo observar as complexidades que se estabelecem no jornalismo a partir da visão tecnológica, tendo a Internet como eixo central para o desenvolvimento.
Os livros foram publicados pela Editora da Universidade de Santa Cruz do Sul, Edunisc. A Universidade é a mesma que Sóster leciona disciplinas práticas e teóricas de jornalismo. Demétrio Sóster é formado em jornalismo, mestre e doutor em comunicação.
Evento agregou trabalhos de pesquisas sobre ética e teorias do jornalismo
Com reportagem de Fernanda Guerra
A tarde do segundo dia do 13º ENPJ foi reservada ao 9º Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino e Extensão em Jornalismo. O evento consistiu na apresentação de trabalhos de grupos de pesquisa (GPs), que aconteceu nas salas do bloco G4, da Universidade Católica de Pernambuco. O GP “Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo” reuniu cinco trabalhos de profissionais e pesquisadores de todo o Brasil. Foram abordadas diferentes visões sobre ética, jornalismo e ensino acadêmico. O professor Sérgio Luiz Gadini coordenou a sessão.
O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rogério Christofoletti, apresentou uma pesquisa feita com professores da disciplina de ética das 100 universidades mais antigas do país. “O trabalho é um ensaio de como as disciplinas são oferecidas, os conteúdos tratados, quando e como ela é ensinada”, explica.
Segundo Christofoletti, a opção por essas instituições de ensino atinge a antiguidade e amplitude. Em termos geográficos, os focos foram graduações de 18 estados e do Distrito Federal. O procedimento metodológico buscou informações sobre a grade curricular, ementas e projetos. Além disso, houve a aplicação de um questionário, onde apenas 35 instituições responderam. A análise se debruçou na variação dos nomes de disciplina, no perfil dos professores, carga horária, dinâmica e principais dificuldades.
O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Rocha, apresentou uma pesquisa que vem sendo realizada há quase dez anos. O tema abordado foi sobre a legitimação social como referência ética do Jornalismo. O docente enfatizou que não dá para separar a ética da técnica no campo da profissão. Segundo ele, o compromisso com o lucro não é o único fator que compromete as coberturas jornalísticas. Além deste, o posicionamento político ideológico interfere na ética do trabalho. “É importante ter espaço para área científica nesse Encontro, porque é fundamental que os grupos debatam as teorias”, destacou.
A terceira debatedora, a professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Verônica Sayonara de Góis, explorou a questão sobre a ausência do código de ética nas redações de empresas jornalísticas. A jornalista já atuou em redações e, de acordo com ela, a análise surgiu a partir dessas experiências. Para Verônica, é preciso que os profissionais repensem a auto-regulamentação do Jornalismo a partir do código.
Já a professora da Pontifícia da Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – RJ), Luisa Prochnik, apresentou uma análise sobre a importância de lecionar sobre as teorias do jornalismo e sobre os novos desafios gerados com as transformações. Durante a abordagem, ela exemplificou e resumiu algumas delas. “Defendemos a importância das teorias do jornalismo como conhecimento indispensável para a formação do profissional, para que eles possam entender o que estão fazendo”, afirmou.
O valor do trabalho do jornalista nas práticas profissionais foi o conteúdo abordado pela professora da Universidade de São Paulo Alice Mitika Koschiyama. De 2007 a 2009, a docente fez leituras da revista Imprensa, quando levantou uma série de reflexões e comparações de posicionamentos diferentes do então diretor-editorial Rodrigo Manzano e do ex editor-executivo Pedro Venceslau. As visões conflitantes refletem a respeito de como o jornalista deve atuar. “A importância de discutir trabalhos de pesquisas está ligada ao fato de nós fazermos uma sistematização teórica das ações jornalísticas. Percebemos que grupos buscam novas visões a respeito do ensino”, pontua. Segundo ela, a iniciativa também propõe melhorar as pessoas para o campo da pesquisa e do mercado de trabalho.
FENAJ e Sindicatos de Jornalistas convocam manifestações contra Gilmar Mendes *
Texto e fonte: site da Fenaj*
Nesta sexta-feira (23) o ministro Gilmar Mendes deixa a Presidência do STF. A Federação Nacional dos Jornalistas, os Sindicatos de Jornalistas e o GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Profissão programam manifestações de protesto com o lema “Já vai tarde!” e convocam a categoria a participar de mais um dia nacional em defesa da profissão e do Jornalismo.
“Desde 2008, enquanto Gilmar esteve à frente do STF, uma série de decisões tomadas deixaram claro que critérios técnicos foram preteridos em função de outros, no mínimo escusos”, registra a nota distribuída pelo GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Profissão às entidades, profissionais, professores e estudantes que apóiam o movimento. “Sob sua gestão, o Supremo também aboliu a Lei de Imprensa, transformando o Brasil no único país do mundo sem regulação para o setor. E além de dar declarações que extrapolavam suas atribuições, libertar o banqueiro Daniel Dantas e criminalizar os movimentos sociais, o presidente do STF foi o principal responsável pela derrubada da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, em julgamento realizado em 17 de junho de 2009″, completa o documento.
Alguns sindicatos já anteciparam o que pretendem fazer para comemorar a saída de Mendes da presidência do STF. O do município do Rio de Janeiro realizará um ato das 10 às 16h em frente à Igreja de São Jorge, no Campo de Santana, no centro da cidade. E a atração será um artista que ficará circulando na área com pernas de pau e um grande cartaz com os dizeres “Obrigado São Jorge! Gilmar Mendes já vai tarde! Campanha em defesa da profissão. Jornalista, só com diploma!”.
Já o Sindicato dos Jornalistas da Bahia orientou a categoria a protestar usando roupas pretas na sexta-feira. A entidade distribuirá nas redaçõe s e faculdades tarjas pretas e uma praguinha alusiva à saída do Ministro da Presidência do STF com o slogan “Gilmar Mendes, já vai tarde!”. E no Ceará o Sindicato dos Jornalistas programou manifestação para esta sexta-feira, às 13h, em frente ao Tribunal de Justiça em Fortaleza.
Em Pernambuco, o protesto será durante o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, às 10h, durante um Café Cultural no Salão Receptivo da Unicap, que sedia o evento.
9º Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino e Extensão de Jornalismo terá segunda sessão nesta sexta
O 9º Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino e Extensão de Jornalismo terá a sua segunda sessão técnica realizada nesta sexta-feira (23), a partir das 14h30, nas salas de aulas do bloco G4 da Universidade Católica de Pernambuco. O evento está sendo coordenado pela diretoria científica do FNPJ. Confira abaixo a relação completa dos grupos de pesquisa e respectivos coordenadores:
1. Atividades de Extensão: Profª. Drª. Sandra de Deus -
Especialista em Pensamento Político, mestre em Extensão Rural, Doutora em Comunicação e
Informação, professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
presidente do Conselho Fiscal do FNPJ (sandra.deus@ufrgs.br).
2. Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo: Prof. Dr. Sérgio Gadini -
Jornalista, mestre e doutor em comunicação, professor da Universidade Estadual de Ponta
Grossa (UEPG-PR), vice-diretor de Relações Institucionais do FNPJ
(vice.institucionais@fnpj.org.br)
3. Pesquisa na Graduação: Prof. Dr. Gerson Martins -
filósofo mestre e doutor em Comunicação, professor adjunto da Universidade Federal do Mato
Grosso do Sul (UFMS), ex-presidente e atual diretor de Relações Institucionais do FNPJ
(relações.institucionais@fnpj.org.br)
4. Produção Laboratorial – Eletrônicos: Prof. Dr. Juliano Carvalho -
Jornalista, mestre em Ciência Política e doutor em Comunicação, professor da Universidade
Estadual Paulista (UNESP), vice-presidente do FNPJ (juliano@faac.unesp.br).
5. Produção Laboratorial – Impressos: Prof. Dr. Josenildo Guerra -
Jornalista, mestre e doutor em comunicação e cultura, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), vice-diretor científico do FNPJ (vice.cientifico@fnpj.org.br).
Projetos Pedagógicos e Metodologias do Ensino: Prof. Dr. Leonel Aguiar -
Jornalista, mestre e doutor em Comunicação e Cultura, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO), diretor científico do FNPJ.
3º Colóquio da Andi é destaque nesta sexta-feira no ENPJ
Além de receber os maiores especialistas do ensino do Jornalismo do Brasil, o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo terá entre os seus convidados especialistas do Chile. Eles irão participar do 3º Colóquio Ibero-americano de Ensino de Jornalismo promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, FNPJ. O colóquio irá acontecer nesta sexta-feira (23), das 10h às 13h, no auditório G2 da Universidade Católica de Pernambuco.
O colóquio terá como tema “Jornalismo e o Ensino de Jornalismo no atual cenário econômico, jurídico e tecnológico do espaço Íbero-americano”. Entre os debatedores está o jornalista, subeditor de portal chileno de notícias El Mostrador, Miguel Paz. Ele é professor de Novos Meios da escola de Jornalismo da Universidade Diego Portales, em Santiago.
O jornalista brasileiro e presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e vice-presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Carlos Augusto Schröder, está entre os debatedores. Ele é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). E fechando a lista dos debatedores, o jornalista, psicólogo, filósofo, mestre e doutor em Comunicação Gerson Luiz Martins. Ele é professor adjunto da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), presidente da Comissão Assessora da Área de Comunicação do Inep/Mec.
Pesquisadores destacam a importância de projetos de laboratórios
Com reportagem de Beatriz Barros Braga
Durante o 9º Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino e Extensão em Jornalismo, esta tarde, no 13º ENPJ, alguns grupos dissertaram sobre A produção laboratorial no impresso. A necessidade de inovação aliada aos princípios básicos do jornalismo, temporalidade, atualidade e notícia, foi o axioma em comum em todas as pesquisas.
Os primeiros palestrantes foram Cíntia Javier e Marcelo Bronoski que, com o tema Rotinas Produtivas em Jornal Laboratório, relataram os frutos de suas experiências na coordenação do Foca Livre, no Paraná. Segundo a dupla, existe uma repetição, dentro do laboratório, do comportamento de uma rotina de mercado. Esse fato não é algo imposto aos alunos, mas um sentimento que lhes é inerente e surge da suas próprias necessidades. A maior disponibilidade de tempo, por exemplo, não é aproveitada, na medida em que se produz em período mais hábil. ”A rotina ganha status e dimensão tal que o não comprimento dela é o céu, e o descumprimento, o inferno”, afirmou Marcelo.
Josenildo Guerra falou sobre os resultados de sua pesquisa monitorada, fundamentada sob a necessidade atual de se fomentar uma produção jornalística diferenciada. Seu projeto consistiu, nas primeiras etapas, no monitoramente de dois estudantes, que acompanharam a rotina de jornalistas de mercado e, em seguida, produziram matérias violência. O diagnóstico foi que os jovens seguiram o padrão do jornal de mercado, que foca apenas entidades teoricamente ‘ricas’ em notícias como o Instituto Médico Legal (IML) e a delegacia plantonista de polícia, mas esquecem dos diversos segmentos importantes como o Ministério Público e o Conselho Tutelar. “O desconhecimento desses atores limita o trabalho do jornalista”, afirmou. Na segunda parte do trabalho, foi feita uma capacitação dos envolvidos, na qual houve um mapeamento da área institucional da cidade para mostrá-los como a violência abarca um grande conjunto de questões. O resultado foi a questão cultural como obstáculo: não há preparação dessas entidades para suprir a demanda do jornalismo diário. Para Josenildo, o ciclo vicioso da rotina de trabalho atual tem solução postada na melhoria das técnicas de conduta “é preciso uma capacidade de articulação com as fontes, de modo que a rotina de trabalho seja eficiente”.
O coordenador da revista laboratório Entrelinhas, publicada por uma faculdade de periferia em Goiânia, o professor Salvio Juliano Farias apresentou seu projeto destacando a sensação de profissionalismo causada nos estudantes e ao próprio meio em que está situado. “As pautas refletem muito o que eles gostariam de ver numa revista”, afirmou Juliano. Para ele, o objetivo principal se configura “em buscar novos caminhos na comunicação”, além de dar aos jovens a possibilidade de ver um produto próprio impresso.