Brigada Solidária: brasileira ativista na periferia de Paris

Paris é a cidade mais rica da França. A conhecida cidade-luz recebe milhares de visitantes todos os anos. Mas na periferia ao Norte da cidade, a realidade é completamente diferente. Muita gente com falta de direitos básicos. Por isso, a brasileira Sandra Guimarães, uma cozinheira, linguista e militante resolveu tomar uma iniciativa para enfrentar essa situação. Desde 2002, ela mora no exterior. Se mudou para Aubervilliers, a segunda cidade mais pobre da França e, ao se ver impressionada com a realidade de universos tão próximos, decidiu se juntar a um coletivo local chamado Brigadas de Solidariedade Popular.

A iniciativa teve início na pandemia da covid-19, como forma de auxiliar as famílias periféricas que ficaram na rua sem ter o que comer. Mas o trabalho do coletivo vai muito além de ajudar com a crise sanitária-alimentar. Também há um acompanhamento de jovens refugiados menores de idade, apoio a mulheres estrangeiras sem documentação e distribuição de kits de higiene para pessoas em situação de rua.

Outras lutas territoriais também fazem parte da vida do grupo, como a defesa de uma horta comunitária que está lá desde 1935, mas que foi ameaçada de destruição por um projeto de piscina olímpica. “As Olimpíadas de 2024 serão em Paris e, como sempre, está sendo uma desculpa pra gentrificar a periferia e expulsar os “indesejáveis” do caminho”, escreveu Sandra para matéria da Folha de Pernambuco.

Texto: Deborah Amanda

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