VII Jornada Comunitária reúne professores e funcionários em reflexão sobre o sentido da vida

A comunidade acadêmica da Unicap se reuniu ao longo desta sexta-feira (14) durante a programação da VII Jornada Unicap Comunitária. A recepção no térreo do bloco G teve um café da manhã reforçado ao som de muito frevo do MPB Unicap. Depois, todos seguiram para os auditórios G1 e G2 onde participaram de uma roda de conversa que teve tema Construir o Sentido da Vida na Contemporaneidade.

O Reitor, Padre Pedro Rubens, abriu os trabalhos abordando o conceito de sentido da vida a partir de um processo de construção permanente. “Tudo vai ser colocado como dado ou algoritmo, menos o sentido da vida”. De acordo com ele, essa construção está norteada em duas atitudes: motivação e esperança. Nesta última ele se referiu ao educador Paulo Freire a partir do verbo “esperançar”. Citando o pensador pernambucano, ele disse que este verbo significa “ir a luta, construir juntos”.

“Que nosso local de trabalho possa ser, cada vez mais, um lugar de encontros. E de busca da construção do sentido, a partir da nossa missão comum e das nossas singularidades. Que possamos abraçar essa construção comunitária buscando criar mais laços que a dar nós, facilitar mais a vida do outro que burocratizar os processos”, disse Padre Pedro em trecho de seu pronunciamento.

Pouco antes de o tema voltar a ser discutido por uma roda de diálogo formada por educadores da Unicap, o assessor jurídico, Luciano Pinheiro, e a colaboradora do Departamento de Tecnologia da Informação, Patrícia Roma, apresentaram as ações e estratégias que estão sendo adotadas pela Universidade sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor no próximo mês de agosto.

A parte final da programação contou com uma roda de conversa entre o público e pesquisadores das áreas da Linguagem, Direito, Psicologia e Psiquiatria. Os trabalhos foram mediados pelo coordenador de Pesquisa da Unicap, Prof. Dr. Dario Brito.

Um dos participantes foi o Padre André Araújo. Doutor em Teoria Literária, ele relatou sua experiência a partir dos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola e dos conceitos de Pedagogia do Afeto. Para ele, a releitura da vida e de processos deve ser algo constante porque “é a partir do afeto que a gente percebe as outras coisas”.

Já a pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica, Carmem Barreto, abordou conceitos de hipercultura na atribuição de sentido da vida, sobretudo em tempos de sociedade do espetáculo onde o privado vira público. Para ela, a empatia é um dos caminhos na construção desse sentido. “Não podemos deliberar sobre a existência do outro”.

Moab Acioli, professor do curso de Medicina e do Programa em Ciências da Linguagem, falou sobre a promoção da saúde a partir de uma comunicação entre o biológico, psicológico, cultural, espiritual e social. Ele mencionou alguns princípios da Carta de Ottawa, documento de 1986 elaborado durante a Primeira Conferência Internacional sobre Promoção de Saúde. Psiquiatra de formação, ele ainda falou do relacionamento das pessoas com o passado e futuro e o quanto isto está relacionado à depressão e à ansiedade, respectivamente. “A resignificação do presente é vivê-lo”.

O encerramento ficou a cargo da professora Marília Montenegro, do Centro de Ciências Jurídicas. Ela falou de suas vivências no curso de Direito da Unicap desde os tempos de aluna, destacando que o sentido da vida pode ser construído com diálogo e empatia e em você escutar o outro. “Diante de tanta informação que se tem, a necessidade do diálogo com alguém é muito mais importante”.

 

 

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