VI Mostra Curta Vazantes de Cinema mobiliza comunidades no Interior do Ceará

A Mostra Curta Vazantes chega a sua 6ª edição mobilizando comunidades do interior do Ceará. Além do distrito de Aracoiaba que dá nome ao evento, a programação tem como público-alvo gente que mora em Lagoa de São João, Ideal e as comunidades de Vila São Francisco, Varjota e Rua do Fogo. Algo em torno de quatro mil pessoas que vão assistir a sessões de filmes na praça. A programação começou ontem (6) e segue até amanhã (8). O evento também marcou a abertura do ciclo das Festas Juninas na região (veja a programação no fim do post).

A Mostra é uma realização da Universidade Católica de Pernambuco; Pontilhado Cinematográfico; Fundação Fé e Alegria, que celebra 14 anos de atuação; e conta com o apoio da Fundação Antonio dos Santos Abranches (Fasa).

Além da exibição de filmes nacionais e palestras que estimulam a reflexão e discussão em torno da cultura local, a Mostra vai promover oficina intitulada Maquiagem de Efeitos para filmes de Terror, com o visagista pernambucano Wilton Clau. A atividade é voltada para crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos.

“VI Edição da Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade tem como objetivo divulgar e promover o cinema de temática social e formação de novos olhares cinematográficos. Além de oferecer, através de exibições, oficinas de formação e
palestras, condições e oportunidade de desenvolvimento educativo, cultural e profissional para crianças, jovens e adultos”, explica o coordenador do evento e cineasta Léo Tabosa.

Léo conta ainda que alunos das primeiras edições do evento estão atuando como agentes multiplicadores de conhecimento ao repassar aos mais novos o que aprenderam nas atividades. O trabalho social da Mostra tem revelado talentos. É o caso de João Marcos Maia, 16 anos. “Ele estreou no Cine Ceará ano passado com o filme Leide e esse ano teve outra obra aceita nesse festival. Neusa conta a história de uma moradora de Vazantes que fugiu com um palhaço de circo. João participou também do Festival Pedra Azul, no Espírito Santo”, diz Léo.

O cineasta destaca ainda as oficinas da técnica de Stop Motion. “A partir dessa disciplina, os participantes desenvolvem debates em escolas do Ensino Fundamental”, acrescenta Léo. A curadoria dos filmes foca na exibição de obras que trabalhem a temática da sustentabilidade ambiental. Já as oficinas também visam estimular a criação de vídeos que discutam e questionem os problemas sociais e ambientais da comunidade e provoquem o debate nas escolas públicas e privadas a partir do cinema documentário. Os adolescentes da comunidade criaram, produziram e editaram os próprios filmes. Clique aqui e assista a vinheta da Mostra. Abaixo, uma seleção de fotos da oficina de maquiagem.

 

 

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