Show de Silvério Pessoa e abertura de exposição marcam lançamento de Parque das Religiões

O fim de tarde foi bastante movimentado pela programação do lançamento do projeto Parque das Religiões, iniciativa desenvolvida em parceria de apoiadores com o Observatório das Religiões da Unicap. No térreo do bloco G, Silvério Pessoa e o percussionista Luca Teixeira fizeram um show com cânticos religiosos e da cultura nordestina ao som dos tambores do maracatu de baque virado. Eles improvisaram até uma ciranda com o público presente. “Minha música é permeada pela religião. Os maracatus são muito influenciados por essa religiosidade”, disse Silvério ao cantar São Severino dos Ramos. Ao final, ele falou sobre a importância da exposição inaugural do Parque. “Essa exposição é um marco por esse olhar de diversidade sobre os deuses, as divindades. Por mais que as coisas estejam tristes, sempre há esperança no coração”, complementou ao introduzir a música Coração Bobo, de Alceu Valença.

Na sequência, o público se dirigiu até a Biblioteca Central onde houve o lançamento do livro Espiritualidades, Transdisciplinaridade e Diálogo e do documentário Conviver: o encontro entre as religiões, fruto de pesquisas desenvolvidas pelo Observatório das Religiões. O coordenador do Parque das Religiões, Sérgio Ferreira, fez uma apresentação do projeto. “Vamos procurar o fenômeno religioso, o aspecto imortal do homem de uma maneira artística, lúdica e juntando todas as religiões formando um todo. É um projeto aberto a todas as religiões que nunca vai se fechar a nenhuma delas em particular”.

Ele explicou também que o Parque terá sede em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. “Esse projeto vai ocupar uma área de sete hectares em Nova Cruz”. No entanto, o acervo será itinerante. A primeira exposição é justamente a inaugurada hoje (3) na Biblioteca Central da Unicap, intitulada Espiritualidade em Imagens. São 40 peças entre objetos, esculturas e fotografias de símbolos religiosos de civilizações indígenas, orientais e africanas mais antigas da humanidade. Há pinturas também de Fernando Alves. O material faz parte da coleção do médico Rinaldo Santori. O coordenador do Observatório das Religiões e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Unicap, Prof. Dr. Gilbraz Aragão, assina a curadoria da exposição.

“Aqui a gente tem a realização de um sonho, a encarnação de um sonho porque há 13 anos a gente vem formando estudantes que desenvolvem pesquisas sobre o diálogo inter-religioso. Percebemos que a gente precisa promover encontros com os próprios religiosos e com eles a gente descobriu que tinha que ter um espaço físico de desenvolvimento da educação para a convivência. Isso estamos chamando de museu, de parque, não de antiguidade mas de coisas vivas, dinâmicas para que a gente possa levar pedagogicamente muitos estudantes para experimentarem que o caminho dos outros também têm beleza”.

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