Semana da Mulher na Unicap apresenta mesa sobre o impacto do trabalho de extensão da Rede Jesuíta na vida de mulheres

As experiências das ações de extensão da Rede Jesuíta na região amazônica e na Bahia e seus impactos na vidas das mulheres foram apresentadas na tarde desta quarta-feira (20), no auditório Dom Helder Camara, como parte da programação da 17ª Semana da Mulher na Unicap. O evento foi transmitido ao vivo na página do Facebook do Instituto Humanitas Unicap. A mesa foi composta pelas representantes do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES), Lidiane Cristo; do Centro Alternativo de Cultura do Pará (CAC), Suziane Matos; do Centro de Estudos e Ação Social da Bahia, Edilene Silva e Elen Catarina Lopes. A mediação foi da professora Valdênia Brito.

Fotos: Bruno Queiroz

Lidiane explicou que o SARES desenvolve várias ações com movimentos sociais em Manaus no que se refere à defesa do território, o que também envolve questões ligadas à água e indígenas. Elas falaram sobre a história de duas mulheres engajadas nessas lutas. “Dona Luzarina teve formação no SARES e a partir daí ela se engajou na luta pela água. Há uma problemática de acesso à água potável em Manaus, apesar de estar na maior bacia hidrográfica do mundo. A outra é dona Florismar, que também faz parte do Fórum Permanente de Mulheres. É a partir da inserção desses movimentos que surgem essas mulheres na luta pelo território, na afirmação…mulheres empoderadas que têm capacidade política”.

O CAC também trabalha com educação popular a partir de uma formação emancipatória. Suziane apresentou três casos do CAC: das mulheres de Barcarena (município do interior do Pará), do Quilombo do Abacatal; e a história de dona Rosalina que tem um projeto chamado Espaço Verde. “A partir da reciclagem, ela promove educação popular na sua própria casa. Essas mulheres atuam como voluntárias dentro do CAC e promovem uma educação transformadora que ajuda na emancipação de seu território e sua emancipação como mulher”.

Valdênia Brito

Já as representantes do CEAS relataram experiências no campo e no ambiente urbano. No Sudoeste da Bahia, o trabalho também gira em torno da defesa do território e na identidade enquanto mulher negra e jovem do campo. “São regiões afetadas pelo monocultivo do eucalipto, com a questão do rio Pardo, que está sendo morto devido a grandes proprietários cortarem o rio para fins de irrigação. Então as mulheres e jovens dessas comunidades estão nessa luta constante pela vida”, denunciou Edilene. Ela apresentou a campanha Mulheres que Ousam Lutar que é uma das ações apoiadas pela CEAS.

Nas questões urbanas, o CEAS atua pelo direito à moradia em parceria com o Movimento Sem Teto da Bahia. Catarina falou da experiência do Quilombo Paraíso. “São as mulheres que estão nas trincheiras de luta e é interessante perceber que elas não estão travando uma luta individualizadas, mas uma luta que é coletiva pelo direito à cidade como acesso à educação, saúde, água e transporte. O CEAS apoia essa estrutura de movimento com a formação política”.

 

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