Projeto Alumiar em nova fase

O Projeto Alumiar, desenvolvido pelo Instituto Humanitas Unicap através da Pastoral, está vivendo uma nova fase. E o Padre André, juntamente com Karol Menezes e o estudante jesuíta João Elton, atuam nesse sentido. A proposta é colocar em prática um diálogo macroecumênico, inspirado na comunidade de Taizé, na França.

“Não é simplesmente um momento privilegiado de oração da Igreja Católica, são orações com elementos de outras tradições de igrejas cristãs também”, explica o Padre André, ressaltando a possível parceria que já se procura com o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC).

Ainda de acordo com ele, este encontro semanal, na Capela da Universidade, é um Lucernário, uma ação litúrgica à luz de velas. Nela não há homilia, nem uma catequese propriamente dita. A oração se organiza por meio de refrões cantados: um primeiro refrão de acolhida, outro para o acendimento das velas do espaço litúrgico e dos participantes, intercalados por momentos de silêncio. As velas são oferecidas a quem quiser na própria Capela.

O espaço celebrativo é composto por ícones, que evocam a presença do Crucificado e do Cristo Ressuscitado. Também pode haver um ícone para a Virgem. “Esses elementos recuperam a tradição de outras igrejas e possibilitam um diálogo com as Igrejas Ortodoxas”.

Há ainda momentos reservados para súplicas, louvor, agradecimento. “De modo geral, os refrões e a leitura bíblica proposta estão em sintonia com o tempo litúrgico que se celebra. Temos a oração do Pai Nosso, que é ecumênica por excelência, e uma oração conclusiva. Tudo tem um sentido litúrgico”, explica o jesuíta.

Padre André ressalta, ainda, que no Projeto Alumiar “as pessoas se reúnem e podem ter um momento de oração pessoal, mais aprofundado e nada impede que isso possa ser desenvolvido em grupo. Não há a figura do presidente. Na nossa perspectiva litúrgica, todos celebram igualmente”.

TaizéA comunidade de Taizé surgiu nos anos 1940 no interior da França e foi idealizada pelo irmão Roger. Suíço, ele se sensibilizou com os horrores da guerra e resolveu ajudar as vítimas do conflito prestando assistência e acolhimento espiritual no país onde nasceu sua mãe. O caráter ecumênico e a tolerância religiosa sempre marcaram a comunidade, tanto que o próprio Irmão Roger fazia suas orações sozinho em seu quarto ou nos bosques para não constranger judeus, refugiados ou agnósticos.

“A coisa mais legal de Taizé é a liberdade de oração. Você não está preso a um esquema. Apesar de termos um formato, ele é flexível”, disse Padre André ao se referir ao projeto Alumiar da Unicap. Os encontros acontecem toda quarta-feira, das 18h às 18h30, na Capela.

Alagoinhas – O grupo Amigos no Caminho, liderado pelo professor Artur Peregrino, vai fazer uma visita à comunidade brasileira de Taizé, localizada na cidade de Alagoinhas, na Bahia. A viagem será realizada entre 27 de abril a 1º de maio.

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