Pesquisa desenvolvida na Universidade Católica de Pernambuco revela rosto de índia que teria vivido há 2 mil anos

Pesquisadores da Unicap reconstruíram o rosto de uma índia que teria vivido há 2 mil anos aqui em Pernambuco. O método utilizado para a caracterização do rosto é conhecido como processo de reconstrução facial forense.

Tudo começa com a capturas de imagens do crânio nas mais variadas posições. A partir daí os pesquisadores enviam o material para ser trabalhado em um software que faz a fusão de todo registro e o transforma em uma estrutura 3D. Para chegar à caracterização do rosto atribuído ao crânio, os estudiosos fazem, ainda, um levantamento sobre o sexo, faixa etária e ancestralidade do indivíduo.

“A partir da imagem 3D do crânio segue os estudos para saber uma perspectiva de idade e com uma série de cálculos, você vai fazendo toda a reconstrução digitalizada. Então, é como se você pegasse de novo aquele crânio e fosse colocando as camadas de carne, olho, pele, sobrancelhas, etc. Mas todo esse processo é acompanhado por um grupo de arqueólogos”, detalhou o assessor cultural do museu, Sergio Mendonça,

Ainda segundo a pesquisa, o crânio pertenceu a uma indígena do grupo nômade, no município de Brejo da Madre de Deus, a 203 km do Recife. Possivelmente, uma jovem que tinha entre 15 e 18 anos. Segundo a coordenadora do Museu, Roberta Richard, o trabalho desenvolvido reforça ainda mais a relação entre a sociedade em geral e as comunidades indígenas.

“Desde 2018 a gente está com esse projeto de reconstrução facial que diz respeito, na verdade, ao reconhecimento de uma identidade cultural de uma população bastante relevante para a história de Pernambuco, para a história das comunidades atuais. Dessa forma, pretendemos modular, tanto o flautista como, agora essa jovem índia, como pessoas, não só a imagem digital mas também a pessoa física para que haja uma maior interação e identificação da própria sociedade com esses grupos”, disse a pesquisadora.

Com a parceria do 3D designer Cícero Moraes e arqueólogos, os estudos realizados fazem parte do projeto “Identidade Cultural” do Museu de Arqueologia e Ciências Naturais da Unicap que, em 2018, havia reconstruído o rosto de outro índio que ficou conhecido como o Flautista.

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