O trabalho psicossocial do Espaço Cidadania Ativa de Jaboatão – Ecaj

Micaely Vitória Alves Nascimento, 12 anos, sonha em ser juíza ou delegada. A perspectiva de futuro é alimentada durante as atividades das quais ela participa no Espaço Cidadania Ativa de Jaboatão (Ecaj). O lugar se tornou um grande ponto de encontro de amigos e famílias. A instituição atende cerca de 250 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e ocupa as dependências do antigo Espaço Criança Esperança, no bairro de Socorro.

“Eu acho um lugar muito legal porque a gente aprende coisas novas. Adoro aula de história! Nunca imaginei que fosse gostar tanto de história. Antes, eu não tinha nem paciência para ler. Também gosto muito da aula de informática”, diz Micaely. Mais que passar o tempo ocioso das férias, quem frequenta o ambiente tem a chance de mudar de vida e se capacitar.

O local funciona graças a uma parceria do Exército Brasileiro, Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes e Universidade Católica de Pernambuco que, além de fazer a gestão pedagógica, desenvolve projetos de extensão no local. As atividades incluem oficinas de artesanato, bijouterias, contação de histórias, dinâmicas de expressão corporal e reforço escolar da português e matemática. Há turmas pela manhã e à tarde. O Ecaj também conta com o apoio e recursos captados pela Fundação Antônio dos Santos Abranches (Fasa).

A coordenadora do Ecaj, a professora do curso de Psicologia da Unicap Cida Craveiro, explica que as ações são planejadas em cinco plataformas pedagógicas. A Saber Viver oferece aulas de inglês, informática, robótica, interpretação de texto e raciocínio lógico. Já a chamada Fábrica de ideias: construindo o futuro promove ações de preparação para a vida adulta, mercado de trabalho, geração de renda como estamparia e customização. É nelas que as famílias dos adolescentes são envolvidas.

“É um ambiente muito bom para a gente se distrair e conversar com os amigos. Já construí alguns robôs e aprendi a ler melhor. Antes eu não conseguia ler direito”, comemora Marlom Artur Silva Trajano. O garoto de 12 anos frequenta aulas de robótica e contação de história.

Cida Craveiro

Na plataforma Aprendendo a Ser e a Conviver, o trabalho psicossocial promove oficinas de teatro, dinâmicas de expressão de dificuldades e sentimentos, além de plantão psicossocial com escutas particulares feitas por alunos e professores dos cursos de Psicologia e Serviço Social”, detalha Cida. Em Viver é uma Arte, são trabalhadas as linguagens artísticas por meio da dança, teatro, artes plásticas e música.  Na Corpore Sano, são feitas atividades físicas como ginástica, esportes e dinâmicas que exploram a autoestima.

“A gente trabalha na atenção integral do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) não só no cognitivo, mas no psicossocial. O objetivo é fazer descobrir quem eles são e o que eles podem fazer. Nós queremos estimular para que eles façam escolhas conscientes”, ressalta Cida Craveiro.

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