Nadjanara Araújo: 44 anos de Universidade Católica

Em 1974, o presidente do Brasil era o general Ernesto Geisel. A Alemanha já saboreava a conquista de uma Copa do Mundo em casa (e a gente nem sonhava com o 7×1, sentia o gostinho do tri de 70). Aqui na Católica o Reitor era o Monsenhor Rubens Lóssio. Esse mundo já em movimento trazia uma novidade para a jovem Nadjanara Araújo da Silva. Aos 20 anos, ela começava a vida profissional na Universidade. O seu primeiro e único emprego.

Quarenta e quatro anos depois, cá estamos nós de novo vivendo mais uma Copa, a política segue daquele jeito, mas Nadjanara continua motivada e espontânea atendendo quem procura o Núcleo de Apoio aos Discentes e Docentes (NADD), no 2º andar do bloco C. Ontem, 14 de junho, os colegas e amigos interromperam o expediente para cumprimentá-la por mais de quatro décadas de serviços prestados à Unicap.

“Ela sempre foi muito bem humorada, atenciosa e muito leal, não apenas à Universidade, mas leal às pessoas também”, disse o Pró-reitor de Graduação e Extensão, Prof. Dr. Degislando Nóbrega, com quem Nadjanara trabalhou no Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH).

Nadjanara relembra que foi entrevistada no processo seletivo da Unicap pelo então chefe da Divisão de Admissão e Registro (D.A.R), o Prof. Erhard Cholewa (que foi Pró-reitor Acadêmico). Começava então a sua trajetória na Católica. O início foi no setor de Arquivo, onde foi chefe do Protocolo e trabalhou com Teresa e Alexandre Peretti e Levi. E de lá ela passou por vários setores da Universidade.

Foi para o CTCH “com o Padre Hassen” e lá foi lotada como secretária do antigo departamento de Psicologia no início dos anos 1980. Na sequência, foi para a então Coordenação Geral de Pós-graduação (CGP). “Lá, eu trabalhei com as professoras Evânia Pincovsky (hoje na coordenação dos MBAs) e Galba Takaki (atualmente coordenadora do Mestrado em Desenvolvimento de Processos Ambientais).

Foi na então CGP que a Unicap instituiu o seu primeiro mestrado, o de Psicologia Clínica. Um momento histórico para a instituição que Nadjana testemunhou de perto. “Eu lia todas as atas das defesas de dissertação”, conta ela que se considera uma pessoa tímida.

Nadjanara se emocionou ao receber uma medalha simbólica do professor Degis.

Nadjanara também acompanhou as mudanças na então Pró-reitoria Acadêmica (que este ano deu origem às Pró-reitorias de Graduação e Extensão e de Pesquisa e Pós-graduação). Alcançou as gestões do Prof. Dr. Junot Matos (hoje na UFPE) e da Profª Drª Aline Grego (atualmente se dedicando ao pós-doutorado e atuando nos cursos de Jornalismo e no Mestrado em Indústrias Criativas). Foi lá (na antiga Prac) que conheceu Cláudia, auxiliar administrativa da Pró-reitoria de Graduação e Extensão. “Gosto muito de Claudinha, é como uma filha pra mim”, disse Nadjanara em pelo menos três momentos da entrevista.

Falando em filhas, Nadjanara teve três. Todas fizeram do local de trabalho da mãe o ambiente de estudos. Bárbara se formou em Fonoaudiologia, Nadianara em Terapia Ocupacional e a caçula Levina em Direito. “A Universidade me deu muitas coisas boas, me ajudou a comprar minha casa, minhas filhas se formaram aqui. Eu agradeço demais. Estou muito feliz”, disse ela em meio às lágrimas e sorrisos.

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