Música, orações e meditação iluminam a Capela da Unicap

Alumiar. Essa palavra traduz um acontecimento repleto de luz que é realizado todas as quartas-feiras, às 18h, na Capela da Unicap. O templo, projetado para clarear-se à luz do sol, ilumina-se também à noite com o Lucernário Ecumênico à luz de velas, postas em pequenas caixas de madeira agrupadas no chão, criando um ambiente onde a oração é cantada suavemente por vozes harmônicas entoando a leitura do evangelho de Jesus Cristo.

Aos poucos, as pessoas vão chegando, sentam-se nas cadeiras ou em bancos, e assim contemplam a beleza do momento ecumênico de maneira diferente. Logo, os participantes, gente de denominações cristãs diversas, professores, alunos e convidados, com suas velas acesas na mão, vão acendendo cada vela posta no centro, e vai se iniciando uma prática vivenciada no Brasil e em diversas partes do mundo.

De acordo com o Padre André Araújo, o Lucernário Ecumênico é uma maneira de aproximar as religiões cristãs para manterem um diálogo que vá além, na direção mesmo do inter-religioso. “Tentamos, também, dialogar com outras desinências e matrizes religiosas, indo além do ecumênico. A universidade possibilita essa riqueza”.

Essa celebração tem atraído muitas pessoas do meio acadêmico e do seu entorno. Juntas, elas entoam refrões e orações meditativas inspiradas na comunidade ecumênica de Taizé, na França. Segundo o Padre André, o Alumiar da última quarta-feira teve um caráter muito especial, pois foi um ponto alto dentro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Entre os elementos litúrgicos presentes, na Capela, durante a cerimônia da luz, estava a Menorá, um candelabro de sete braços, um dos principais símbolos do Judaísmo. De acordo com o Padre André, o Alumiar vem crescendo, tornando-se maior e inclusivo. Na França, conforme ele nos disse, a Comunidade dos Irmãos de Taizé vive um carisma ecumênico muito bonito, reunindo católicos e pessoas de outras religiões cristãs, que convivem, trabalham e rezam, comunitariamente e com outros visitantes, lucernários como este. Esse culto o inspira e o ajuda a rezar.

Para Eduardo Henrique da Veiga, de 19 anos, estudante do Colégio Nóbrega, participar do Alumiar na Universidade Católica é uma experiência linda de inclusão de cristãos e muito importante para desenvolver a espiritualidade nos jovens. “O que eu sinto é uma luz muito forte dentro de mim em contato com a fé. Eu faço questão de sair mais rápido da escola e vir para ajudar a organizar”, diz com satisfação.

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