Estudantes de Engenharia da Complexidade apresentam o projeto de fim do primeiro ano do curso

Os jardins da Católica, na manhã deste sábado, 17, ganharam um novo protagonista: o Drone resultado do projeto do primeiro ano do curso de Engenharia da Complexidade, graduação pioneira oferecida no país pela Unicap-Icam International School. Após uma defesa oral do Projeto, realizada em inglês em sala de aula, na qual os alunos destacaram todos os aspectos técnicos da empreitada, as duas equipes formadas por estudantes do primeiro ano colocaram o Drone para voar. O momento foi bastante comemorado pelos professores e pelo coordenador do curso, o professor Fernando Artur Nogueira. “Eu fico feliz porque mesmo no contexto de pandemia, com grandes dificuldades que ela impôs a todo mundo, a gente conseguiu realizar todas as atividades previstas”.

“Conseguimos vencer as dificuldades naturais de um curso novo, com nova metodologia, com novas práticas pedagógicas, e, além disso, com uma pandemia no processo todo. Para isso, nós contamos com uma equipe de professores muito ágil e envolvida com o curso”, comemorou o coordenador, que, neste sábado, durante toda a apresentação, contou com a presença dos professores Ana Elisa, Antônio Cruz, Hilário Jorge, Leonardo Souza, João Elton, Perseu Padre. Neste primeiro ano, os alunos trabalharam na análise e na otimização de um sistema de um Drone. Os alunos receberam um drone desmontado e a partir dele tiveram aulas de eletrônica, mecânica e outros conhecimentos necessários para o funcionamento e otimização do sistema.

Na apresentação final do projeto, as duas equipes optaram por desenvolver um drone capaz de auxiliar o trabalho de profissionais conhecidos popularmente como salva-vidas. O estudante Augusto Silva relatou que o projeto de sua equipe tem como objetivo desenvolver um drone de programação autônoma que monitoraria determinada área enquanto a câmera acoplada ao equipamento enviaria imagens diretamente a um posto central. “Ao identificar uma pessoa que estivesse se afogando, ele iria com o drone lá, soltaria uma boia para a pessoa não se afogasse até o aviso de outros profissionais para efetuarem o resgate”, comentou.

Segundo ele, esse tipo de equipamento minimizaria os riscos de afogamento. “Se tem um oficial na patrulha que está a 500 metros em cada lado, no limite da área se afogando, a chance da pessoa se afogar é muito alta. Então, a proposta do drone é facilitar a vida dos salva-vidas”. Augusto, de fato, defende a aplicação do projeto no salvamento em áreas como praias, que necessitam do trabalho desses profissionais de resgate. “Realmente é um projeto que pode auxiliar os salva-vidas. E quanto mais vidas salvas, melhor. Eu acho que se realmente houvesse um investimento pesado do Poder Público, seria uma proposta que poderia ser implantada”. Além de Augusto, a equipe teve a participação dos estudantes Adriano Padilha, Ana Cláudia Lobo, Luan Arantes e Vinícius Gondim.

A equipe da estudante Ludmila Lira ofereceu a mesma proposta, mas com um aspecto técnico diferente. “Em relação ao projeto da outra equipe, nós fizemos um trem de pouso com uma maior superfície de contato. A intenção que é que consiga se adaptar e pousar em superfícies como areia e áreas molhadas”, disse a estudante, que contou na equipe com a participação dos colegas Antônio Areias e Luiz Eduardo Soares. “Essa parte prática é muito diferente do estudo tradicional. Todo o processo foi muito interessante nesse projeto”, completou Ludmila. Na apresentação, os estudantes também produziram um vídeo em inglês para demonstrar todo o desenvolvimento do projeto.

Evolução dos estudantes chama a atenção

O coordenador do curso de Engenharia da Complexidade, o professor Fernando Artur Nogueira, não escondeu o orgulho de ver a primeira apresentação do primeiro projeto anual desenvolvido pela turma pioneira do curso. Ao mesmo tempo, o professor destacou que, ao longo de sua vida de quase trinta anos de Universidade, chamou a sua atenção o desenvolvimento rápido dos alunos em um curto intervalo de tempo. “Você nota, por exemplo, que eles já conseguem se comunicar em inglês fazendo uma apresentação técnica de muita qualidade”.

“É uma evolução muito grande para um estudante de 18, 19 anos. Eu ensino há mais de 30 anos e nunca vi um aluno de primeiro ano apresentar com tanta naturalidade questões técnicas que envolvem variados domínios do conhecimento de uma maneira tão articulada e eficiente e, é bom que se destaque, em outra língua. É realmente animador e estimulante o resultado que obtivemos”, completou.

Entre os pontos que permitiram essa evolução, de acordo com ele, é a metodologia do curso, baseada em abordagens ativais e ágeis de ensino-aprendizagem com destaque para os PBLs (Problem Based Learning, em inglês), as aulas invertidas e as capitalizações, que são encontros com colegas que estão desenvolvendo as mesmas habilidades em outras partes do mundo, onde o Institut Catholique d’Arts et Métiers (Icam) oferece o mesmo curso em seus campi.

“O aluno tem uma participação mais ativa na formação dele. E ele é confrontado com problemas da vida real. A ligação dele com a teoria e a prática costuma ser muito mais objetiva e acontece de maneira muito natural no curso”, destacou o professor. “E toda vez que você consegue juntar o aprendizado de teoria com prática o resultado é uma maior consistência e aceleração no processo de aquisição das competências essenciais na formação de engenheiros. Você percebe nesse curso que as novas práticas foram muito rapidamente captadas e assimiladas pelos alunos”.

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