Curso de Fotografia da Católica realiza Abertura do Semestre 2018.2

O curso de Fotografia da Universidade Católica de Pernambuco realizou de 6 a 8 de agosto, à noite, sua Abertura do Semestre, no auditório do 5º andar do bloco A, sala 510. O evento teve o objetivo de apresentar as atividades do curso no período, a programação do Diretório Acadêmico (D.A.), instruções sobre o cadastramento dos novos alunos na Biblioteca Central da Universidade, apresentação de palestras e realização de oficinas.

Dentre as palestras e oficinas apresentadas durante o encontro, a terça-feira, dia 7, contemplou a plalestra  “Possibilidades da Fotografia na Arte Contemporânea”, da fotógrafa, artista e professora recém-contratada do curso, Flora Romanelli Assumpção, e a oficina Artes Urbanas e montagem de painel Lambe-Lambe dos fotógrafos, ilustradores e artistas Rafa Mattos e Thiago Teas.

A coordenadora do curso professora Renata Victor cumprimentou o bom público presente e convidou a palestrante Flora Romanelli Assumpção, que em seguida apresentou seu trabalho com artes e fotografia partindo da ideia da fotografia como uma ferramenta de pensamento. Ela começou a palestra “Possibilidades da Fotografia na Arte Contemporânea” mostrando o vídeo a Convergência (quarta revolução industrial), com o objetivo de levantar questionamentos sobre essa nova situação da fotografia atual. Após, ela falou da pós-fotografia a partir do pensamento de Juan Fontcuberta. “Ele é Catalão, artista plástico, fotógrafo, professor universitário e um dos maiores teóricos da fotografia hoje. Juan Fontcuberta usa muito o termo ‘pós-fotografia’, que seria a fotografia depois do boom e banalização da fotografia digital, das redes sociais, da internet”, explicou a palestrante.

Continuando, a professora Flora falou sobre a alfabetização fotográfica. “A questão de que todo mundo fotografa significa que existe uma nova forma de alfabetização, além de saber ler e escrever, todo mundo sabe fotografar hoje. Isso não é tanto uma realizada se a gente pensar em Brasil e em alguns outros países mais periféricos, mas de modo geral, nos países ditos desenvolvidos todo mundo fotografa. No Brasil foi feita uma pesquisa, s pessoas acham que 80% dos brasileiros tem smartphone e parece que isso não é verdade, que é por volta de 50%. Então, todo mundo fotografa com smartphone, não é tão real no Brasil. Mas, ainda assim, todo mundo tem uma esperteza visual maior que os nossos avós tinham, por exemplo. Todo mundo sabe fazer uma fotografia que tem pinceladas de arte, que tem uma nova inteligencia visual nessas fotografias e é isso que está no Instagram de todo mundo”, finalizou.

Em seguida, os participantes do encontro seguiram para o térreo do bloco G, para realização da oficina Artes Urbanas e montagem de painel Lambe-Lambe dos fotógrafos, ilustradores e artistas Rafa Mattos e Thiago Teas. Rafa Mattos realizou uma oficina chamada “Palavras Cruzadas”, que faz parte de um projeto que ele tem realizado, onde qualquer pessoa consegue estar em conjunto e construir um painel, um mural colaborativo. “A gente trouxe um monte de ideias, letras para os participantes construírem um monte de palavras, que são importantes para a gente, para os estudantes, os professores e para todo mundo. A dinâmica é como uma grande caça palavras. A ideia é construir uma memória dessa realização”, destacou o artista.

Acompanhe as fotos da oficina.

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