Curso de Fisioterapia realiza programação especial durante a 3ª Semana da Pessoa com Deficiência da Unicap

As vivências de professores, alunos e ex-alunos do curso de Fisioterapia da Católica marcaram a tarde desta quarta-feira (21) da programação da 3ª Semana da Pessoa com Deficiência da Unicap. O evento é promovido pelo Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da Universidade. As atividades aconteceram no auditório G1 e no hall do bloco G.

A coordenadora do curso, Cristiana Machado, fez um relato da ação feita na cidade de Abreu e Lima com a Organização Não Governamental Joni and Friends. A instituição norte-americana usa a mão de obra de detentos do Texas para recuperar cadeiras de rodas e entregá-las em comunidades carentes ao redor do mundo. É o projeto Wheels for the World.

Quem também falou do trabalho da instituição foi a ex-aluna Ana Carolina. Ela tem uma lesão no nervo ciático há quatro anos, mas desde muito antes já trabalhava com pessoas com deficiência. “Hoje eu sinto a dor deles e por isso luto por eles”, disse ela. A ONG já entregou 100 mil cadeiras em vários países e meta é chegar a 200 mil em 2020. No começo do mês, equipes da instituição junto com professores e alunos da Unicap estiveram em Abreu e Lima para entregar cadeiras de rodas personalizadas.

Na sequência, os alunos José Lucas e Amanda Santos, do 5º período, falaram sobre o projeto Prontos para Amar. De acordo com eles, o grupo foi criado durante as atividades da disciplina de Atenção Básica quando ainda eram do 3º período. A ideia é promover ações de empatia com os pacientes. “A humanização da Saúde inclui mais uma dimensão que é a da espiritualidade”, explicou Lucas ao se referir as condições psicossociais, motoras e biológicas do paciente.

Eles anunciaram ainda a campanha O Brincar dos Anjos, que prevê arrecadação de fraudas e material de higiene para crianças vítimas da Síndrome Congênita do Zika Vírus. “A ideia é também fazer uma oficina de bijuterias com as mães porque muitas deixaram de ter uma vida financeira ativa para cuidar dos filhos”, explicou Amanda. Os detalhes da campanha podem ser vistos no instagram @proj.prontosparaamar. Ao final, eles cantaram uma música com mensagens de amor ao próximo que comoveu muita gente no auditório.

Depois, a ex-aluna Raíne Borba falou sobre equoterapia para pessoas com deficiência, que é indicada para doenças genéticas, distúrbios neurológicos, ortopédicos, musculares, de aprendizagem, linguagem e de comportamento. No entanto, a terapia com cavalos é contraindicada para quem tem crises convulsivas, instabilidade atlanto-axial, que acomete pessoas com Síndrome de Down com um movimento maior do que o usual entre a primeira e a segunda vértebra do pescoço. “A equoterapia estimula as sinapses no cérebro do paciente”, disse a fisioterapeuta mencionando outros ganhos da equoterapia como afetividade, socialização, comportamento, sensações, cuidado, alimentação e autoestima.

A última atividade no G1 foi a palestra da também fisioterapeuta Kétura Rhammá Cavalcante Ferreira, que falou sobre o conceito Halliwick. O método se utiliza do meio aquático para busca uma movimentação livre e com segurança. Ela mostrou um vídeo de um paciente paraplégico e de uma crianças sem os membros inferiores que ganharam mais liberdade de movimento a partir da terapia na água. “A abordagem é integrativa, enfatizando a alegria e características particulares do indivíduo”.

Ao final da programação, todos foram convidados a se dirigir ao hall do bloco G para assistir a uma apresentação das bailarinas Maria Elisa e Eduarda, de seis anos e cadeirante. No palco montado ao ar livre, a dupla mostrou que a dança é um instrumento de inclusão e de qualidade de vida.

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