Cerimônia do Jaleco emociona alunos e familiares

A Cerimônia do Jaleco emocionou muita gente na tarde desta sexta-feira (9), no auditório Dom Helder. A solenidade marca o início da fase profissional dos estudantes de Fisioterapia, que é quando eles passam a fazer o Estágio Supervisionado, ou seja, as atividades mais práticas do curso.

“Vocês estarão mais autônomos, exercerão mais a liderança, tomarão mais decisões e, logicamente, estaremos sempre ao lado de vocês nessas decisões para que os pacientes sejam atendidos como eles realmente devem ser atendidos”, disse a coordenadora do curso de Fisioterapia, Profª Cristiana Machado, ao dar as boas-vindas aos alunos.

Já a coordenadora do Estágio Supervisionado, Profª Érica Uchôa, destacou que esta é a última fase da graduação e de grande importância na vida acadêmica dos futuros fisioterapeutas “pois oportuniza as vivências práticas dos conteúdos aprendidos durante as disciplinas cursadas”.

Durante a solenidade, o Prof. Nelson Henrique Lopes de Moraes, deu uma palestra sobre a responsabilidade do uso do Jaleco e a história dessa tradição que começou na Europa, em plena Idade Média. Ele contou que os médicos usavam um casaco de couro preto com capuz para se proteger das infecções da Peste Bubônica, que dizimou 1/3 da população europeia. O rosto era coberto por um protetor que lembra um bico de ave. “Na época, quanto mais sujo e manchado o casaco acreditava-se que o médico era bom por ter tratados muitos pacientes”.

Ainda de acordo com Nelson, a prática de lavar as mãos entre uma cirurgia e outra surgiu com o médico Ignaz Semmelweis, pioneiro nos procedimentos antissépticos mas que foi internado como louco por sugerir essas mudanças. Ao longo do tempo, o jaleco passou a ser obrigatoriamente em tecido branco, justamente para indicar sujeira e foco de infecções. Hoje, a roupa é considerada Equipamento de Proteção Individual (EPI) dos profissionais de saúde e só deve ser usada no ambiente de trabalho.

“Esta cerimônia serve para alertar para a necessidade de equilibrar a excelência na ciência com altruísmo, responsabilidade, dever, honra, respeito e compaixão no cuidado com o paciente”, disse Nelson. Ele contou ainda que a tradição da Cerimônia do Jaleco começou em 1993, na Columbia University. Na sequência, foi exibido um vídeo com depoimentos de outros alunos que já passaram pela experiência do estágio supervisionado e de pacientes atendidos pelos estudantes supervisionados por professores.

A solenidade teve um gostinho de prévia de formatura, com direito a juramento conduzido por uma das alunas, Maria Eduarda Galvão Monteiro, e com presenças de madrinhas e padrinhos, a maioria pais e mães, que vestiram os jalecos nos estudantes. “É um momento único, algo inexplicável que estou sentindo no coração. Minha família investiu, meus professores acreditaram em mim e eu tenho acredita que eu posso. Tem sido muito marcante”, disse a aluna Maria José da Silva ao lado dos pais.

“Tô tão alegre de ver minha filha se esforçar tanto e ter esse objetivo, ‘se formar hoje na Cerimônia do Jaleco. e muito importante e gratificante para mim”, disse a mãe dela, Ana Barbosa da Silva. “Estou muito alegre…Graças a Deus! Ela ter essa capacidade…isso aqui é uma família, professores, colegas…”, disse o pai de Maria José, Sr. José Manoel da Silva com a voz embargada pelas lágrimas de emoção.

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