Cátedra Unesco/Unicap Dom Helder Camara de Direitos Humanos retoma os trabalhos

Professor Manoel Morais e Antônio Maranhão

No dia em que se celebra os 109 anos de Dom Helder Camara, 7 de fevereiro, a Cátedra Unesco/Unicap Dom Helder Camara de Direitos Humanos retomou os trabalhos realizando a primeira reunião de 2018, na sala de Reunião da Pró-reitora Comunitária da Universidade Católica de Pernambuco. O recém-empossado coordenador da Cátedra Dom Helder Camara, professor Manoel Moraes, recebeu o diretor executivo do Instituto Dom Helder Camara – IDHeC, e coordenador da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife, Antônio Carlos Maranhão.

A pauta da reunião contemplou os seguintes assuntos: estabelecimento de parcerias para acesso ao acervo dos documentos de Dom Helder; retomada da produção de textos e publicações sobre os discursos do Dom da Paz, como também era conhecido, Helder Camara; as preparações para a comemoração dos 110 anos de Dom Helder, em 2019, que pode ter um fato a mais para engrandecer a data, segundo Antônio Maranhão, que seria o reconhecimento, por parte da Igreja Católica, de Dom Helder como Santo. “Santo da consciência das pessoas, da riqueza dos Direitos Humanos!, destacou o diretor do IDHeC.

Segundo o professor Manoel Moraes, o objetivo da Cátedra, criada em 2009, é fortalecer o pensamento de Dom Helder, dentro da Universidade, que concedeu a ele o título Doutor Honoris Causa. A Cátedra é um mecanismo interno de Direitos Humanos. “Como mecanismo interno de Direitos Humanos, nós temos a responsabilidade na contribuição do pensamento de Dom Helder à luta dos Direitos Humanos. Então, na prática nós temos uma agenda promovida por Dom Helder Camara, ao longo de toda a sua caminhada, e que a Cátedra tem a responsabilidade de repercutir, como a luta contra a fome, a luta em defesa da dignidade humana, seja qual for o aspecto dessa luta, seja a população em situação de rua, as crianças em situação de rua, a desigualdade social e a agenda dos Direitos Humanos, seja ela do ponto de vista dos direitos civis e políticos ou dos direitos econômicos, sociais e culturais”, explicou.

Antônio Carlos Maranhão falou sobre a Cátedra. “Acho que é uma Cátedra que carimba a academia, com a questão dos Direitos Humanos. Dom Helder foi realmente um ícone da luta pelos Direitos Humanos, não só no período da ditadura, mas contra os Direitos Humanos espezinhados por uma economia que tem o lucro como centro e que tem a guerra como estratégia, inclusive estratégia da indústria de países centrais. A destruição de países pelos mais diferentes motivos e o incentivo à indústria bélica e a reconstrução, entre aspas, desses países destruídos, isso tem sido assim. Dom Helder foi sempre um defensor incansável da paz. Então, esse carimbo de Direitos Humanos e da Paz é acentuado pela Cátedra Dom Helder Camara”, comenta.

“Do ponto de vista da memória de Dom Helder Camara, essa Cátedra tem uma importância muito grande para nós, eu acho que através dela nós vamos perpetuar essa memória por meio dos jovens, como diz o Papa Francisco, que são a porta por onde o futuro entra no mundo, e que não tiveram a felicidade de conviver com ele”, finaliza Antônio Maranhão.

Professor Manoel mostrou alguns dos discursos de Dom Helder, que são utilizados pela Cátedra como roteiro de suas abordagens e, segundo ele, Dom Helder Camara era um poeta. “Seus discursos eram bem estruturados, tinham métrica. Ele falava para o leitor, ele sabia que seria lido”, explica.

A celebração dos 109 anos de Dom Helder Camara aconteceu às 18h, na Igreja das Fronteiras, com participação de Maracatu e uma missa com orações do aniversariante.

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