Alunos de Sistemas para Internet desenvolvem aplicativos para brigadistas e usuários da Unicap

As metodologias ativas baseadas no aprendizado por meio de resolução de problemas (Problem Based Learn – PBL) já está dando os primeiros resultados práticos no curso de Sistemas para Internet. Na noite desta quinta-feira (18), os alunos que concluíram o primeiro módulo apresentaram protótipos de aplicativos para brigadistas, bombeiros civis e usuários da Unicap.

O coordenador Robson Lins

O desafio foi o seguinte: a área de Segurança do Trabalho da Universidade apresentou um problema real que seria o de desenvolver uma ferramenta de comunicação mais rápida e eficiente com o objetivo de atender as possíveis ocorrências e prevenir acidentes no campus. A partir daí, seis equipes passaram a criar projetos de sites, aplicativos e ferramentas digitais.

Os trabalhos prontos foram apresentados durante uma vídeo conferência que reuniu a gestora Amanda Ariane e a técnica da área de Segurança do Trabalho da Universidade, Patrícia Brito. Também participaram os professores e a representante do Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD) Macela Valença. O Porto Digital é parceiro co-branding da Unicap na criação do curso.

“As pessoas estão acompanhando o que vocês estão fazendo e isso é prova de que vocês estão no caminho certo. Temos protótipos de nível bem avançado porque vocês desenvolveram várias funcionalidades”, destacou o coordenador do curso Prof. Robson Lins.

A primeira equipe foi a SOS Unicap, que além do site, propôs o uso da tecnologia SMS (torpedos de celulares) no acionamento dos chamados. O projeto também contemplava ferramentas para colher dados médicos e um chat com disponibilidade para envio de textos, áudios e fotos da ocorrência. “Outra ideia seria sinalizar os brigadistas com um broche ou botão para que a comunidade possa reconhecer”, sugeriu a aluna Marília Vitar.

Já o time Monitory Unicap criou um sistema com um botão virtual de emergência e ainda disponibilizou outros contatos de emergência como Bombeiros, Samu e Polícia Militar. O projeto gráfico levou em consideração a identidade visual da Unicap. A equipe criou uma persona para identificar as necessidades dos usuários. Daí surgiu Monique, 25 anos, estudante de programação. “A gente pesquisou para saber quem usaria e montamos a persona”, explicou o aluno Igor Ismac. O grupo dele também disponibilizou a ferramenta bilíngue que traduz a plataforma para o inglês.

Os recursos bilíngue e da persona também foram utilizados pela Help Unicap. A equipe apresentou uma opção de geolocalização, nas quais o usuário poderia indicar, por meio de mapas, os prédios e blocos onde estaria acontecendo as ocorrências. Já o time Pokémon focou na usabilidade dos brigadistas. A arquitetura da informação construída por eles trazia dados sobre o funcionamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

Além de chat, a funcionalidade trazia um campo para observações e contagem de tempo até o atendimento começar. Pelo projeto, o brigadista só teria acesso por login/senha com matrícula ou CPF. “Esses dados mostram o nível de confiança no usuário sem que haja possibilidade de o chamado ser um trote”, detalhou o aluno Luiz Carlos de Queiroz.

Já o time Emergência Unicap focou no desenvolvimento de uma ferramenta que ficasse responsiva para o mobile e desktop. O grupo pensou a solução a partir do preenchimento da chamada por meio de um  fluxograma com opções de “incêndio” e “saúde”. Login e senha, bilíngue, localização de prédio e andar são alguns dos botões. “Nem todo mundo está com notebook ou perto de um computador para fazer o chamado, então a gente deixou o aplicativo responsivo para o celular. O usuário deixa um atalho na tela inicial e já pode fazer a solicitação”, disse a aluna Jully Maciel.

A equipe que finalizou a noite de apresentações foi a Help Me. O grupo compilou várias funcionalidades semelhantes aos demais, no entanto, apresentou outro diferencial que foi o projeto estar voltado para a coleta de dados com foco na prevenção de acidentes. “A estratégia é municiar os brigadistas para a adoção de medidas de prevenção de acidentes”, afirmou o aluno Manoel Severino Neto.

O resultado foi tão positivo que Marcela Valença lançou mais um desafio à turma. Nos próximos dias, o Porto Digital vai apresentar um problema real de uma empresa para ser resolvido em duas semanas. “É o o desafio da quarentena, uma espécie de hackathon prolongado, uma maratona de ideação”, disse a representante do NPGD ao mencionar empregabilidade e inclusão digital como eixos do desafio.

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