IV CONGRESSO NACIONAL DA ANPTECRE “O FUTURO DAS RELIGIÕES NO BRASIL”

   
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CONGRESSO AO VIVO PELA INTERNET

 

banner-anptecre-300x100A Universidade Católica de Pernambuco, através do seu Mestrado em Ciências da Religião, está acolhendo, de 4 a 6 de setembro, o IV Congresso da Associação Nacional de Programas de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião (ANPTECRE).

A sessão de abertura no dia 4, às 19h, bem como as palestras e mesas no auditório G2 nas manhãs (a partir das 8h30) dos dias 5 e 6, estarão sendo transmitidas ao vivo, para quem não puder chegar ao Recife.

O Congresso, em sua quarta edição nacional, tem como tema central “O futuro das religiões no Brasil” e reúne mais de quatrocentos estudiosos das religiões. Está organizado em quatro mesas de debate, articuladas pelos programas da área, e 16 sessões temáticas, que aglutinam mais de 200 comunicações propostas pelos pesquisadores e selecionadas pelo Comitê Científico da ANPTECRE.

Além da conferência inaugural, com um panorama internacional das tendências religiosas, duas outras abordarão a temática central, dos caminhos das religiões em nosso país, sob os enfoques das Ciências da Religião e das Teologias. Essas conferências e as principais mesas de debate serão transmitidas pela internet.

Assista a transmissão ao vivo do Congresso por aqui ou veja depois os vídeos na página “Cobertura em Vídeo” neste site.

MINUTO NO CAMPUS

 

 

SAGRADO NO CONGRESSO

 

O presidente da Associação Nacional de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião (Anptecre), Prof. Dr. Flávio Senra (na foto abaixo), da PUC-MG, será um dos debatedores do congresso nacional da entidade, que será realizado na Unicap entre os próximos dias 4 e 6 de setembro. Ele fez pós-doutorado sobre a questão da liberdade como fio condutor da filosofia, sob a supervisão do catedrático em metafísica da Universidade Complutense de Madri, Dr. Juán Manuel Navarro. Nessa mesma universidade, ele concluiu seu doutorado em Filosofia. Mestre em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), atualmente ele se dedica à pesquisa sobre senso religioso. Na TV Horizonte, desde 2006, é o editor e apresentador do programa de entrevistas Religare – Conhecimento e Religião – projeto de extensão do Mestrado em Ciências da Religião da PUC-MG. Flávio Senra concedeu uma entrevista especial ao Boletim Unicap.

 Boletim Unicap – O senhor será um dos debatedores do tema O sagrado entre e além das religiões. Quais aspectos nortearão sua explanação?

Flávio Senra – Minha abordagem se concentrará na apresentação dos resultados parciais que tenho realizado no grupo de pesquisa Religião e Cultura, particularmente na linha Religião e Contemporaneidade. Tenho me dedicado a procurar compreender, para além dos números que indicam o sem-religião como terceiro principal grupo religioso a partir dos dados do censo do IBGE 2010, o que pensam as pessoas que se dizem não pertencer a alguma religião específica.

Na abordagem que apresentarei, além dos dados do campo, procurarei estabelecer um diálogo com aspectos de três correntes interpretativas sobre a questão da crença nas sociedades contemporâneas. Pontualmente, estarão em questão a perspectiva do pensamento enfraquecido e a religião como caridade em Gianni Vattimo, a espiritualidade sem religião no epistemólogo catalão Marià Corbí e as características apontadas pela socióloga francesa Danièle Hervieu-Léger sobre o modo de crer na contemporaneidade.

B.U – Quando se pensa sagrado entre religiões, pode se estabelecer algo relacionando ao sincretismo religioso?

F.S – Essa categoria não é universal como se costuma pensar nos ambientes acadêmicos e não acadêmicos quando nos referimos ao sagrado. No entanto, trata-se de um termo bastante popularizado e genérico, embora seja mais amplo que o conceito Deus. Para manter o horizonte semântico de sua questão, quando se pensa sagrado entre religiões não me ocorre propriamente pensar imediatamente a questão do sincretismo. Mais claramente me ocorre pensar o desafio da cultura de diálogo e respeito face à diversidade das manifestações de percepção dessa realidade experimentada pelas tradições religiosas. A temática do sincretismo precisa ser revisitada, pois ganha novos enfoques.

Com a fragilidade da capacidade de muitas instituições para manterem um referencial articulador de sentido em seus sistemas de crença, tendo o indivíduo tomado para si não apenas a hermenêutica da dimensão simbólica de sua tradição, mas principalmente por ter tomado para si e em si mesmo a tarefa de articulador desses sentidos e valores, produz-se no senso religioso um cenário de grande fragmentação. Praticamente, temos em cada sujeito religioso um mundo próprio de crença, valores e sentidos.

O sincretismo já se tornou talvez uma questão menor face a essa maximização do valor que o indivíduo assumiu como portador ele mesmo da tarefa de instituir e instituir-se como produtor de sentidos religiosos. Esse sujeito cria para si, individualmente ou para um pequeno grupo, seu próprio menu religioso.

B.U – O que estaria inserido no contexto de sagrado além das religiões, isso vai ao encontro do seu campo de pesquisa sobre as espiritualidades não-religiosas?

F.S – As religiões para alguns são instituições do passado, para outros são instituições em crise, ou, ainda, para terceiros, instituições em pleno vigor. Todos apresentam argumentos para suas leituras sobre o que acontece com a religião nos países ocidentalizados, particularmente em seus principais centros urbanos. Eu tenho acompanhado, reconhecendo o valor dos demais enfoques, a perspectiva de interpretação do momento atual, no cenário que acabo de expor, como um tempo de crise. Estamos atravessando um tempo de grandes alterações quanto à forma e conteúdo.

A própria noção de religião, se já não era boa do ponto de vista da adequação do conceito judaico-cristão à diversidade do que abordamos neste termo, está em estágio de reconfiguração. Pelo que expus acima, existe um movimento que se organiza para fora e independente das religiões, enquanto instituições, constituídas como articuladoras do sentido, dos valores, portanto, de forma e conteúdos próprios.

Reforço que a emergência e consolidação do sujeito como fonte de sentido e valor impacta significativamente o papel que se esperava das instituições religiosas. Enfraquecem as instituições, fortalece-se o papel do sujeito como produtor e garantidor dos sentidos válidos. O enfraquecimento das instituições também produziu uma curiosa situação. Outras instituições como clubes, ONGs, empresas, clínicas de atendimento psicológico, entre outras, são hoje produtoras daqueles sentidos que já estiveram sob o controle do fazer religioso das instituições religiosas.

Pois então, se nomearmos, como sugere a sua questão, a busca espiritual por um sentido absoluto para a existência de busca do sagrado, embora não me comprometa claramente com esta forma de dizer a questão, é possível e está sendo tecida uma forma de produzir sentidos religiosos, espirituais e de qualidade humanizadora, para além das religiões. Nem sempre, poderemos notar, sem o caldo religioso conhecido.

 

PESQUISADOR ANALISA RELIGIÕES

 

O futuro das religiões no Brasil será o tema principal do IV Congresso da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Tecnologia e Ciências da Religião (Anptecre), que será realizado entre os próximos dias 4 e 6 de setembro na Unicap. O Prof. Dr. da Universidade Federal de Juiz de Fora, Marcelo Camurça, vai abordar o assunto no segundo dia do evento. Membro do comitê avaliador da CAPES para os Programas de Pós-graduação em Teologia e Ciência da Religião (2004-2007); autor do livro Ciências Sociais e Ciências da Religião: polêmicas e interlocuções, publicado pela editora Paulinas em 2008, ele concedeu uma entrevista especial ao Boletim Unicap na qual analisa a relação entre política x religião e o panorama brasileiro da pesquisa nesta área do conhecimento.

Boletim Unicap – Nas últimas décadas, as denominações neopentecostais tiveram um avanço notório no Brasil diante do catolicismo. O senhor acha que a Igreja Católica poderá reverter tal panorama?

Marcelo Camurça – De fato, os números do último Censo IBGE de 2010 confirmaram a queda contínua do Catolicismo para 64,6% da população ao lado do avanço dos evangélicos para 22,2%. Pesquisadores apontaram que a estrutura pesada da paróquia católica não é competitiva diante das redes ágeis das míriades de igrejas evangélicas que surgem nos becos, ruelas das periferias e zonas de deslocamento das populações migrantes do país. Por outro lado as estratégias de comunicação das igrejas evangélicas que exercem um mimetismo com os estilos modernos e populares da vida cotidiana: bandas e cantores gospel, atletas de Cristo,marketing e consumo, tem logrado bastante êxito.

O Catolicismo passou recentemente a investir neste campo, com redes televisivas, padres-cantores, comunidades de vida para gêneros diferentes de participação, sobretudo entre os grupos carismáticos. Acrescido isto a uma atitude mais pro-ativa como parece estar se configurando neste novo pontificado do Papa Francisco, voltando-se para juventude, como foi testemunho eloquente estas últimas Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro, voltando-se para as urgências sociais e enfrentando com determinação a crise moral (corrupção e pedofilia) que foi gerada nas estruturas burocráticas da Igreja, parece ser um caminho de reversão desta crise.

No entanto, só o tempo dirá sobre a capacidade da Igreja Católica reverter o quadro e seguir tendo o papel preeminente que sempre exerceu na cultura e sociedade do “maior país católico do mundo”. É fato que a diversidade religiosa é uma tendência que se impõe no mundo moderno, acabando com as hegemonias e monopólios religiosos em países e culturas, mas isso não significa que as ex-religiões hegemônicas tenham que viver um ocaso e perder totalmente sua influência social, cultural e espiritual.

B.U – O Brasil é um estado laico, mas os segmentos religiosos, sobretudo os neopentecostais, estão cada vez mais elegendo parlamentares com bases nessas igrejas. Como o senhor avalia a influência política deste segmento no cenário nacional?

M.C – O problema é mais profundo que a influência evangélica no parlamento brasileiro e diz respeito ao papel que a religião, grupos religiosos devem exercer no espaço publico, democrático e republicano no país. De fato, não apenas evangélicos ou pentecostais, mas também católicos querem ter mais voz ativa nas questões políticas, jurídicas, científicas e de saúde pública no Brasil. As polêmicas que envolveram posições sobre as pesquisas científicas com células tronco no julgamento do STF, direitos jurídicos de casais homosexuais, permissão legal para realização do aborto vem estabelecendo clivagens na sociedade acerca do lugar da religião no espaço público. Estariam católicos e evangélicos ameaçando nossa laicidade e clamando por um Estado confessional? Ou estariam exercendo seu direito dentro da “liberdade religiosa” e de “expressão” garantida constitucionalmente?

A questão é complexa porque as religiões, à sua maneira, também reinvindicam-se respeitando os princípios democráticos/republicanos, porém gostariam de influir mais nas decisões estatais a partir dos seus valores morais, ainda porque julgam que o cidadão é também um fiel e partilha de suas concepções religiosas. Para a inteligentsiabrasileira, a questão é medir quais os limites do discurso religioso dentro do espaço do “bem comum” para que ele não caia no “fundamentalismo”, lembrando que ele é apenas um dos discursos entre outros que compõem a sociedade. Haveria então, que se converter o discurso (moral/espiritual) religioso no discurso racional-legal universal do debate público? Ou não há como fugir que ele entre neste debate com suas características próprias? Por outro lado será a sociedade brasileira suficientemente secularizada no sentido que não aceita os valores e crenças religiosas na estruturação de sua dinâmica? Bom, este é um debate que vem polarizando os cientistas sociais e políticos, os cientistas da religião e todos os que se ocupam do exame do papel da religião na esfera pública.

B.U – O que podemos esperar do futuro das religiões no Brasil?

M.C – Bom, as religiões no Brasil são historicamente parte do nosso ethos e identidade. A partir dos seus símbolos e crenças, os brasileiros vieram ao longo dos séculos construindo as dinâmicas culturais e sociais que os estruturaram. Elas também souberam acompanhar e se adaptar consideravelmente – apesar das dificuldades mais em algumas que em outras – às transformações que a sociedade brasileira passou: modernização, secularização, mercado, individualização, mudança de valores, mudanças tecnológicas, etc. Podemos hoje dizer que as relações estabelecidas dentro do “campo religioso brasileiro” estão em equivalência com outros campos da sociedade brasileira.

Mesmo os conflitos que produzem entre si mesmas e com outros espaços nunca levaram às “guerras religiosas” como as que assistimos em outras sociedades, mas são reveladores dos interesses, posições, ideologias e imaginários pelos quais podemos compreender nossa formação social.Desta maneira, não há dúvida quanto a atualidade e pregnância social das religiões no Brasil, tanto no estabelecimento de consensos quanto de controvérsias, o que prova sua marcante relevância no tecido social e cultural do país. Penso, que não há como entender profundamente outros domínios da realidade do país: política, economia, moral, artes, etc. sem cruzá-los com o aspecto religioso.

B.U – Enquanto ciência, as religiões são um campo do conhecimento relativamente recente. Qual o panorama da pesquisa acadêmica nesta área no Brasil?

M.C – Do ponto de vista institucional, podemos computar avanços consideráveis e um crescente reconhecimento da nossa jovem área por parte de instituições de fomento à pesquisa e à pós-graduação como o CNPQ e a CAPES. No que tange a pós-graduação já somamos dez cursos, quatro com Mestrado e Doutorado (UMESP, UFJF, PUC-SP e PUC-GO) e seis com Mestrado (UNICAP, PUC-MG, UPM, UFPB, FUV e UEPA), afora os oito cursos da Teologia que integram conosco várias instâncias acadêmicas.

Junto com a Teologia estamos na iminência de obter nossa autonomia enquanto área de avaliação de pós-graduação na CAPES dentro da grande área das Ciências Humanas. No que tange a Tabela das Áreas de Conhecimento do CNPQ, viemos de conseguir que nossas áreas disciplinares passassem a figurar na sua relação com fisionomia própria dentro dos seguintes ítens: Epistemologia das Ciências da Religião, Ciência da Religião Aplicada, Ciências Empíricas da Religião e Ciências da Linguagem Religiosa.

No âmbito dos cursos de graduação em Ciências da Religião, vários de tipo Licenciatura já se encontram em funcionamento, como os da FURB (Blumenau), Univille (Joinville), Unochapecó (Chapecó), Unisul (Tubarão), UNC (Canoinhas), Unec (Caratinga) e a Faculdade São José (São José/SC). O mesmo ocorre em instituições de ensino públicas federais e estaduais, como a UFPB, UERN, UEPA, UEMA, Universidade Estadual do Vale do Acaraú (Uva) em Sobral/Ceará e na Universidade Estadual de Montes Claros/MG (Unimontes).

Por fim há que se registrar a criação, já há seis anos de nossa entidade maior no nível da pós-Graduação, a Anptecre, que também partilhamos com a Teologia. Esta entidade está consolidada e através do seu conselho diretor e de suas comissões vem articulando nossos cursos de pós-graduação para ações e decisões conjuntas que tem redundado em todas estas conquistas. Dentre elas, posso citar o nosso IV Congresso Nacional. Ele vai reunir dezenas de pesquisadores para apresentação de trabalhos e pesquisas acadêmicas em conferências, mesas redondas, GTs, minicursos etc. Tudo isto, demonstra, sem sombra de dúvida, uma vitalidade acadêmica na nossa área!

 

APROVEITANDO PERNAMBUCO

 

 

Quem vem pro Congresso da ANPTECRE na Universidade Católica de Pernambuco, tem motivos pra chegar antes ou voltar bem depois. É que localizado no centro do Nordeste do Brasil, Pernambuco é um dos mais completos e atraentes estados da região. Uma das primeiras áreas do Brasil ocupadas pelos portugueses, o estado tornou-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos foi o responsável por mais da metade das exportações brasileiras. Esta atividade econômica, predominante durante toda a fase de formação histórica e social, marcou profundamente a cultura pernambucana. Mais de 500 engenhos de cana-de-açúcar chegaram a operar simultaneamente. Neles nasceram o modo de pensar e agir do pernambucano, diversas manifestações culturais e a tradição da mesa farta, repleta, claro, de doces de todos os tipos.

Foi também a riqueza da cana-de-açúcar que atraiu novos colonos europeus que terminaram por construir em Pernambuco um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América Colonial. A mistura de etnias europeias, africanas e indígenas, somada a influências das culturas árabe e judaica deu origem a um povo guerreiro, criativo, que no passado lutou com garra pelos seus ideais e hoje coloca Pernambuco na vanguarda da produção cultural do país. Some a tudo isso o privilegiado litoral, com 187km de praias de águas mornas e transparentes, moderna infraestrutura aeroportuária, rodoviária e hoteleira e você entenderá por que Pernambuco é um dos mais completos e atraentes estados da região.

Para completar, o Congresso da ANPTECRE, de 4 a 6 de setembro, acontece por ocasião da 10ª MIMO, uma Mostra Internacional de Música que começou em Olinda, no Grande Recife, capital de Pernambuco, e está se espalhando por outras cidades do país. Com programação inteiramente gratuita e de excelência, em imponentes cenários do patrimônio histórico (igrejas, museus, monumentos, teatros) e ao ar livre, a Mostra dá aos espectadores a oportunidade de experimentar momentos inesquecíveis da cena musical contemporânea do planeta, com concertos de música erudita, popular, jazz, world music e música brasileira. Nesta edição, de 2 a 8 de setembro, Olinda vai receber Nelson Freire, Guillaume Perre, Ibrahim Maalouf, Omar Sosa, Stefano Bollani, Raul de Souza, Richard Galliano e Gilberto Gil. E então: é só chegar!

 

Saiba mais sobre a cultura e as atrações turísticas de cada região de Pernambuco por aqui.

Descubra a programação completa da MIMO por aqui.

 

LANÇADO CARTAZ

 

CONGRESSO DA ANPTECRE

 

PREPARANDO O CONGRESSO

 

 

Conforme se vê na reportagem acima, que o nosso Mestre Luca Pacheco e a jornalista Tatiana Meireles prepararam pra Rede Vida, no dia 9 de novembro de 2012 o Mestrado em Ciências da Religião da UNICAP realizou um Colóquio do “Grupo de Pesquisa Religiões, Identidades e Diálogos”, com o tema: “Para onde vão as religiões no Brasil?”. O evento inaugurou oficialmente os trabalhos preparatórios para o IV Congresso da ANPTECRE – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião, que ocorrerá de 4 a 6 de setembro de 2013 na Universidade Católica de Pernambuco, no Recife, em torno dessa mesma temática.

O Colóquio foi precedido por uma enquete no blog do Mestrado (veja aqui), onde 163 pessoas votaram sobre o futuro das religiões: para onde elas vão no Brasil? A maioria (38%) dos analistas
abalizados que frequentam o blog apontou para a ascensão de um “Deus Verde” planetário e uma “Nova Consciência” espiritual. Segue-se (com 27%) a aposta numa tendência inversa, de comercialização midiatizada da fé, com apelos até apocalípticos ou milenaristas. Em seguida (com 23% dos participantes), está a turma que vislumbra um deslocamento da religiosidade para as experiências personalizadas, mais emotivas e menos doutrinais. Por fim, 12% apostam na
politização de ortodoxias moralistas e sob influência de superpotências culturais…

O Colóquio, cuja programação incluiu conferência com o antropólogo Roberto Motta (UFPE) e sessões de comunicações de estudiosos da religião das Universidades recifenses, foi encerrado pelo presidente da ANPTECRE, professor Flávio Senra, da PUCMG, que fez uma palestra sobre a trajetória da Associação que reúne os Programas de estudos da religião no Brasil e comentou as questões que envolvem o futuro das religiões no país. Cada pessoa vai organizar a sua religiosidade  em um cenário multiforme, com mais experiências? Cada religião vai reforçar sua ortodoxia e lutar por espaço político, defendendo moralismos sob influência de potências culturais mundiais? As religiões e espiritualidades vão disputar o mercado cultural na televisão e na internet? Todas as religiões vão convergir para uma espiritualidade ecológica e de nova consciência global? As respostas virão no mutirão que será o IV Congresso da ANPTECE no Recife.

 

Veja mais no blog do Mestrado:
Paz entre as religiões
Para onde caminha a espiritualidade
Paisagem religiosa do mundo
Maioridade acadêmica
Interfaces nos estudos da religião
Novos métodos em ciências da religião  
Para onde vão os estudos da religião

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